As tropas, pertencentes à 11th Airborne Division, estão atualmente no Alasca e podem ser chamadas a intervir caso o presidente Donald Trump decida recorrer ao Insurrection Act, uma lei pouco utilizada que permite o emprego de militares em solo norte-americano para funções de ordem pública. Até ao momento, não foi tomada qualquer decisão final sobre o eventual envio das forças.
A medida surge na sequência de manifestações contínuas em Minneapolis, desencadeadas pela morte da cidadã norte-americana Renée Good, atingida a tiro por um agente do ICE no início deste mês. As mobilizações têm reunido centenas de pessoas, com confrontos ocasionais com agentes federais e um clima de forte tensão política na cidade.
O Governo do estado de Minnesota reagiu colocando a Guarda Nacional em alerta e apelando ao respeito pela ordem pública. Paralelamente, um juiz federal emitiu uma ordem que limita as táticas de controlo de multidões por parte dos agentes federais, proibindo detenções e o uso de spray de pimenta contra manifestantes pacíficos ou observadores que não estejam a obstruir as operações.
A possibilidade de recorrer a tropas activas representa uma escalada significativa na resposta federal aos protestos, num momento em que o país debate o equilíbrio entre segurança interna e direitos civis, com impacto direto na imagem política da administração norte-americana.
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