O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, explicou que se trata de uma medida excecional e de curto prazo destinada a "promover a estabilidade nos mercados globais de energia" durante o conflito em curso. Segundo Bessent, a autorização aplica-se apenas ao petróleo que já está em trânsito marítimo e não deverá gerar "benefícios financeiros significativos" para o governo russo.

A decisão surge num contexto de forte instabilidade nos mercados energéticos. Os preços do petróleo voltaram a ultrapassar os 100 dólares por barril esta quinta-feira, enquanto as bolsas registaram quedas, após três navios de carga terem sido atingidos no Golfo e na sequência de novas ameaças de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido a nível mundial.

Apesar da subida dos preços, Bessent desvalorizou o impacto a médio prazo, afirmando que o aumento é "uma disrupção temporária de curto prazo" que acabará por resultar “num benefício significativo para a economia e para os interesses nacionais dos Estados Unidos” a longo prazo.

O secretário do Tesouro confirmou ainda que Washington está a preparar-se para escoltar navios no Estreito de Ormuz "assim que for militarmente possível". Em declarações à Sky News, Bessent afirmou que essa possibilidade "sempre fez parte do planeamento" e garantiu que a escolta avançará logo que estejam reunidas condições para assegurar uma passagem segura.