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A decisão foi comunicada esta sexta-feira pelo embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, através de um email enviado aos trabalhadores da missão diplomática, no qual apelou a que quem pretenda sair do país o faça "hoje mesmo".

Segundo a mensagem, enviada pelas 10h24 locais, a medida resulta de "abundância de cautela" após reuniões e contactos mantidos durante a noite com o Departamento de Estado dos EUA, tendo como prioridade a segurança do pessoal diplomático.

O embaixador alertou ainda para a possibilidade de forte procura por lugares em voos comerciais e aconselhou os funcionários a garantirem rapidamente qualquer ligação aérea disponível a partir do Aeroporto Ben-Gurion, mesmo que não seja diretamente para os Estados Unidos. "O primeiro objetivo é sair do país com a maior brevidade possível", escreveu.

A embaixada passou, assim, para o regime de "saída autorizada", que permite a evacuação de pessoal não essencial quando existem ameaças iminentes à vida ou aos interesses nacionais norte-americanos. Huckabee sublinhou que "não há motivo para pânico", mas advertiu que quem pondera abandonar Israel deverá fazê-lo "mais cedo do que tarde".

A decisão surge num momento em que Israel é considerado um alvo provável de retaliação por parte do Irão ou de aliados regionais, caso Washington avance com uma ação militar. As tensões intensificaram-se após uma nova ronda de negociações entre os EUA e o Irão, realizada esta semana em Genebra, ter terminado sem avanços significativos quanto à exigência norte-americana de desmantelamento total do programa nuclear iraniano.

Embora Teerão e mediadores de Omã tenham admitido continuar as conversações na próxima semana, responsáveis norte-americanos reconheceram que o Presidente dos EUA está a ponderar diferentes cenários, incluindo ataques limitados a infraestruturas militares e nucleares iranianas, com possibilidade de escalada caso não haja concessões diplomáticas.

Entretanto, o Departamento de Estado atualizou os avisos de viagem, aconselhando os cidadãos norte-americanos a reconsiderarem deslocações a Israel e à Cisjordânia, invocando riscos de terrorismo e instabilidade civil. Medidas semelhantes já foram adotadas noutros países da região, como o Líbano.

Também outros Estados estão a tomar precauções. A Austrália recomendou a saída dos familiares dos seus diplomatas em Israel e no Líbano e ofereceu partidas voluntárias aos dependentes do pessoal destacado nos Emirados Árabes Unidos, Qatar e Jordânia.

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