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Os Estados Unidos apreenderam esta quarta-feira um navio-tanque com bandeira russa que vinha a ser seguido por um submarino russo, após mais de duas semanas de perseguição no Atlântico, numa operação inserida nos esforços de Washington para bloquear as exportações de petróleo da Venezuela, indicaram responsáveis norte-americanos à Reuters.
O navio, atualmente denominado Marinera e anteriormente conhecido como Bella-1, tinha escapado anteriormente a um bloqueio marítimo norte-americano a navios sancionados no Caribe, resistindo às tentativas da Guarda Costeira dos EUA de o abordar. A apreensão ocorreu no Atlântico, próximo da Islândia.
Numa publicação na rede social X, o Comando Europeu do Exército norte-americano indicou que a Administração Trump apreendeu o navio por violação das sanções dos EUA. “O bloqueio a petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em pleno vigor — em qualquer parte do mundo”, afirmou o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, em resposta à publicação.
Dois responsáveis norte-americanos, que falaram sob anonimato, revelaram à Reuters que a operação envolveu a Guarda Costeira e forças militares dos EUA. Tropas especiais apoiaram inicialmente a abordagem do navio, mas posteriormente deixaram-no sob controlo da Guarda Costeira.
Segundo os oficiais, havia embarcações militares russas na área, incluindo um submarino, embora não se saiba a proximidade exata relativamente à operação e não existam indicações de qualquer confronto entre forças norte-americanas e russas.
O Ministério dos Transportes russo indicou ter perdido todo o contacto com o Marinera após a abordagem norte-americana. Um parlamentar do partido governamental Rússia Unida, Andrei Klishas, classificou a apreensão como um acto de pirataria, noticiou a agência estatal TASS.
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