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Estudo da Edulog avaliou 6.513 alunos e revela graves lacunas na fluência leitora. Fernando Alexandre garante que as fragilidades já estão identificadas e que há medidas em curso.

O ministro da Educação disse esta segunda-feira que as dificuldades dos alunos ao nível da leitura já tinham sido identificadas, num diagnóstico realizado no ano passado, e admitiu algumas conclusões preocupantes, mas considerou que os resultados globais são positivos.

“Obviamente, merecem toda a nossa atenção, mas temos fragilidades que estão identificadas e temos medidas para isso”, afirmou Fernando Alexandre, acrescentando que “de uma maneira geral, os resultados são positivos”.

Em declarações aos jornalistas à margem da tomada de posse do Conselho de Administração da Agência para a Investigação e Inovação, o ministro da Educação, Ciência e Inovação foi questionado sobre um estudo divulgado esta segunda-feira que avaliou as capacidades de leitura dos alunos do último ano do pré-escolar, 1.º e 2.º anos do ensino básico.

Segundo as conclusões, cerca de metade dos alunos lê menos de 37 palavras por minuto no final do 1.º ano e 25% lê menos de 21 palavras por minuto.

Além do estudo da Edulog, realizado com 6.513 alunos no âmbito do Projeto LER, o próprio Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) realizou, em junho do ano passado, um Diagnóstico de Fluência Leitora, junto dos alunos do 2.º ano.

Admitindo não conhecer ainda as conclusões do estudo do Edulog, Fernando Alexandre disse que o seu ministério já tinha noção das dificuldades ao nível da leitura entre os alunos mais novos, através desse diagnóstico.

“Esse teste que criamos no ano passado, e que vamos repetir, é um teste muito importante, precisamente porque permite fazer o diagnóstico da fluência leitora e tomar medidas para fazer a correção”, referiu o ministro.

De acordo com os resultados do diagnóstico, realizado por quase 93 mil alunos do 2.º ano, a maioria tem níveis de compreensão de leitura alinhados com o expectável para aquela fase da escolaridade, mas cerca de 25% estão em risco de ter dificuldades no futuro.

“Tem dimensões de preocupação, porque há uma parte das crianças que revelaram ainda muitas fragilidades na leitura, mas os resultados globais, não consideraria negativos”, acrescentou.

Questionado sobre outra das conclusões do estudo do Edulog, que aponta a formação académica dos pais como o fator que mais influencia o sucesso académico dos alunos, o ministro afirmou que “a grande missão da escola pública é precisamente garantir a igualdade de oportunidades”.

“Estamos a tomar muitas medidas direcionadas — eu diria que é a primeira vez que está a ser feito de uma forma sistemática em Portugal — em que identificamos territórios e contextos que têm falhas graves, seja na falta de professores, seja no acesso ao pré-escolar, e estamos precisamente a tomar medidas para corrigir, para garantir que reduzimos esse determinismo associado ao contexto socioeconómico de que os alunos têm origem”, afirmou.

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