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Segundo o The Guardian, a estátua, em bronze, representa uma rapariga sentada ao lado de uma cadeira vazia e foi oferecida à Nova Zelândia pelo Korean Council for Justice and Remembrance, uma organização não-governamental.

Caso seja aprovado numa reunião a 28 de abril, a estátua será instalada no jardim cultural coreano da reserva Barry’s Point, em Auckland.

Historiadores referem que até 200 mil mulheres, sobretudo da Coreia, mas também da China, do Sudeste Asiático, do Japão e da Europa, terão sido forçadas ou enganadas a trabalhar em bordéis militares entre 1932 e 1945, sendo conhecidas como “mulheres de conforto”, um termo ainda usado pelo Japão, apesar das críticas de sobreviventes.

Segundo testemunhos de sobreviventes, estas mulheres eram obrigadas a manter relações sexuais com 10 a 30 soldados por dia, em condições precárias, com fraca higiene, uso repetido de preservativos e riscos elevados de doenças sexualmente transmissíveis, além de abortos forçados frequentes.

O embaixador japonês Makoto Osawa afirmou que "agitar desnecessariamente" o tema pode prejudicar não só a cooperação entre Japão e Coreia do Sul, como também as relações Japão-Nova Zelândia.

A embaixada acrescentou que a instalação poderia criar divisões entre comunidades japonesas e coreanas e levar cidades japonesas a cortar laços com cidades neozelandesas.

Desde a década de 1990, quando a primeira sobrevivente tornou público o seu testemunho, o tema tem gerado tensões diplomáticas. A primeira ‘estátua da paz’ foi erguida em Seul em 2011, seguindo-se várias outras no estrangeiro, o que levou o Japão a pedir a sua remoção. Em 2018, Osaka terminou a relação de cidade-irmã com São Francisco, após a instalação de uma estátua semelhante, e em 2025 uma outra foi retirada em Berlim após disputa prolongada. O Japão sustenta que a questão foi resolvida "de forma final e irreversível" por um acordo de 2015 e por um tratado bilateral de 1965.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia afirmou que o Japão apresentou representações formais, mas sublinhou que monumentos em espaços públicos são da responsabilidade das autoridades locais.

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