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Numa mensagem publicada na aplicação Telegram, o antigo candidato presidencial afirmou que está a ser "silenciado", afastado da política e sujeito a dificuldades cada vez maiores, acrescentando que já não dispõe de condições para exercer atividade política de oposição de forma legal na Rússia.

A decisão surge depois de, na sexta-feira, um tribunal da região de Moscovo o ter condenado ao pagamento de uma multa de mil rublos por alegadamente ter divulgado um vídeo que incluía uma imagem de Alexei Navalny, opositor já falecido que integra a lista russa de terroristas e extremistas.

Antes disso, Nadezhdin tinha sido brevemente detido e classificado pelas autoridades como "agente estrangeiro", uma designação que o impede de recolher as assinaturas necessárias para concorrer às eleições para a Duma Estatal, marcadas para setembro.

Na quinta-feira, o político revelou ainda que as autoridades russas o proibiram de abandonar o país, depois de ter admitido, numa entrevista, que ele e a família estavam a ponderar sair da Rússia devido ao aumento da pressão exercida pelas autoridades. Segundo informações divulgadas, a proibição estará relacionada com a reabertura de um antigo processo de execução associado a um caso de insolvência com cerca de um ano.

Nadezhdin tinha anunciado no mês passado a intenção de concorrer como candidato independente às eleições legislativas, mas garantiu agora que a sua equipa não irá entregar as assinaturas já recolhidas. O político justificou a decisão com a vontade de não colocar em risco os familiares, os membros da campanha, os recolhedores de assinaturas e os seus apoiantes.

Boris Nadezhdin ganhou notoriedade durante a tentativa de candidatura às eleições presidenciais de 2024, em que procurou desafiar Vladimir Putin com uma plataforma assente na defesa da paz, reunindo milhares de apoiantes em todo o país. Anteriormente, foi deputado da Duma Estatal entre 1999 e 2003 e desempenhou funções como eleito local na região de Moscovo entre 2019 e 2024.

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