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Em Coimbra, cerca de três mil pessoas foram retiradas preventivamente das suas habitações devido ao risco iminente de rutura dos diques do Mondego.

"Estamos mesmo, mesmo no limiar. É nesse limiar que se tem que gerir a situação possível. E é isso que está a ser feito pela APA, é isso que está a ser feito na gestão das barragens. É isso que está a ser feito na gestão com Espanha. O que se pode fazer, está-se a fazer", disse em declarações aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo o presidente da República, está a ser feito um esforço conjunto entre a "APA, os presidentes de câmara, as instituições sociais, o Estado".

"Estamos mesmo ali no limite. Nós estávamos ali a discutir a situação e enquanto discutimos, subiu o nível. Estávamos num determinado número e subiu no espaço de uma hora", notou o presidente da República.

Também Luís Montenegro lembrou que estão todas as entidades no terreno. "Vivemos um tempo de grande exigência, de um desafio extremo. Estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do rio Mondego e, portanto, a palavra é simultaneamente tranquilidade porque tudo aquilo que pode ser feito está a ser feito, incluindo a medida preventiva mais extrema que é a evacuação. E tudo aquilo que puder ainda ser salvaguardado, vai ser salvaguardado do ponto de vista da gestão do caudal, do ponto de vista técnico e do ponto de vista da nossa interação com os nossos vizinhos espanhóis, que, aliás, é uma matéria que vem sendo feita desde o início do mês de janeiro".

"Eu próprio estive aqui no passado dia 29 de janeiro e, já na altura, nós estávamos a fazer cheias controladas para termos nas nossas barragens maior capacidade de encaixe quando chegassem os dias que chegaram agora de maior exigência", afirmou o primeiro-ministro.

Montenegro garantiu ainda que todas as situações estão a ser avaliadas. "Há pessoas que se confrontam com a circunstância de não terem acesso às suas casas, de não terem a possibilidade de fazer a sua vida normal, de levar os filhos às escolas, de poderem ir trabalhar, de poderem ir tratar de outros membros da família, de poderem tratar daquilo que é seu. Há pessoas ainda, infelizmente, que não têm a reposição do fornecimento de energia elétrica, que têm ainda algumas dificuldades de comunicação. Eu quero dizer que ninguém está esquecido, ninguém vai ficar para trás".

"Nós estamos a aproveitar todas as capacidades que temos no terreno, repito, desde as freguesias, desde os lugares das freguesias até à Administração Central, para podermos, em primeiro lugar, estar nesta altura que é a altura máxima em que as pessoas precisam de ajuda, mas também para preparar o dia seguinte", rematou.

Questionado sobre a demissão da ministra da Administração Interna, Luís Montenegro garantiu aos jornalistas que "oportunamente" anunciará o nome de quem ocupará a pasta, assegurando também que compreende as razões da saída de Maria Lúcia Amaral.

“Quer eu, quer o senhor Presidente da República acertámos e eu propus essa demissão com base na iniciativa da senhora ministra da Administração Interna cessante”, afirmou apenas, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, em São Martinho do Bispo, Coimbra.

*Notícia atualizada às 16h50 

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