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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou ter concluído a mais recente operação pouco antes do nascer do sol no Irão. Os ataques tiveram como alvo capacidades militares de vigilância, sistemas de comunicações e posições de defesa aérea iranianas, envolvendo meios da Força Aérea, dos Marines e da Marinha norte-americana.
As explosões fizeram-se ouvir em Teerão, na cidade portuária de Bandar Abbas e noutras zonas do sul do país junto ao estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irão lançou ataques contra o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia. As autoridades kuwaitianas encerraram temporariamente o espaço aéreo do país depois de terem sido detetadas ações iranianas. O Kuwait informou que alguns voos foram desviados para aeroportos alternativos enquanto os sistemas de defesa aérea respondiam a alvos identificados no espaço aéreo nacional.
Posteriormente, a autoridade da aviação civil do Kuwait anunciou a retoma do tráfego aéreo, indicando que o aeroporto internacional do país voltou a funcionar normalmente.
No Bahrein, foram acionadas sirenes de alerta para mísseis depois de o Irão afirmar que estava a atacar a Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, sediada naquele país. Já a embaixada norte-americana na Jordânia emitiu um aviso, referindo relatos da presença de mísseis, drones ou foguetes no espaço aéreo jordaniano.
Segundo os meios estatais iranianos, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter disparado mísseis balísticos contra um centro de comando norte-americano na Jordânia.
A nova troca de ataques ocorre pelo segundo dia consecutivo, colocando sob pressão um cessar-fogo de dois meses que já era considerado frágil. As tentativas de negociação continuam bloqueadas, com o Irão a insistir que manterá o controlo sobre o estreito de Ormuz.
Esta quinta-feira, 22 países, entre os quais os Estados Unidos, a Austrália, Portugal e várias nações europeias, divulgaram uma declaração conjunta a condenar alegadas ações iranianas em território estrangeiro. Os signatários acusaram os serviços de segurança de Teerão de recorrerem a grupos criminosos internacionais e locais para operações em países da Europa, América do Norte e Austrália, exigindo que essas atividades cessem de imediato.
Entretanto, o preço internacional de referência do petróleo ultrapassou os 93 dólares por barril, acumulando uma subida superior a 25% desde o início da guerra.
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