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O pedido foi apresentado pelo secretário-geral do GCC, Jassem Al-Budaiwi, que apelou ao Conselho de Segurança para que adote “todas as medidas necessárias” para garantir a segurança dos corredores marítimos e a continuidade da navegação internacional.

A proposta, apresentada pelo Bahrein e apoiada pelos Estados Unidos, prevê a possibilidade de recurso à força para libertar a via marítima, mas não reúne consenso entre os membros do Conselho de Segurança.

A versão mais recente do texto, resultante de várias revisões, introduz a possibilidade de os Estados utilizarem meios “defensivos” para assegurar a proteção dos navios, numa tentativa de ultrapassar as reservas de países como França, Rússia e China. Ainda assim, persistem dúvidas quanto ao apoio destes dois últimos, que dispõem de poder de veto.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou ceticismo quanto à viabilidade de uma operação militar, enquanto a China alertou que a autorização do uso da força poderia agravar a escalada do conflito. A Rússia, por seu lado, classificou o projeto como tendencioso.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, defendeu que a resolução visa proteger uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio e a segurança globais, expressando esperança na sua aprovação unânime.

O Bahrein assume em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança, período durante o qual pretende dar destaque à situação no estreito de Ormuz, ao conflito no Médio Oriente e à cooperação entre a ONU e organizações regionais.

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