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Em causa está a decisão do Governo, que data de 28 de novembro, de sair como cooperador da CASES no âmbito da reforma do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS). O Estado é o cooperador maioritário, com 60%, além de transferir anualmente para a CASES verbas afetas ao Orçamento do Estado para o funcionamento da organização.

Assim, o PS está a fazer um projeto de resolução, uma iniciativa parlamentar sem força de lei, para recomendar ao executivo liderado por Luís Montenegro que "suspenda a decisão de retirada do Estado da CASES", alertando que todos os cooperadores confirmam que esta saída "redundará no desaparecimento" da cooperativa.

Sem falar diretamente no nome da CASES, o secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, afirmou aos jornalistas que "o Governo decidiu extinguir, sem ouvir os parceiros, a mais importante instituição de apoio ao cooperativismo e ao desenvolvimento social. O Estado afirmou que se retira da obrigação comum de termos um modelo de desenvolvimento baseado na justiça social".

No projeto de resolução, o PS pede que se "inicie de imediato um processo de diálogo construtivo com os cooperadores", se "assegure a existência de uma solução institucional que reforce o setor e preserve o capital de conhecimento acumulado na CASES" e "salvaguarde a situação dos trabalhadores".

A audição pública desta manhã, na Fundação Mário Soares e Maria Barroso, contou com uma intervenção de abertura do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, que afirmou que a saída do Estado da CASES é uma "precipitação política", mas trata-se de uma decisão que não o surpreende.

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