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Quase metade dos utilizadores de comboio em Espanha está a ponderar deixar de utilizar este meio de transporte ou já deixou de o fazer na sequência do grave acidente ferroviário ocorrido em Adamuz, na província de Córdoba, que causou 46 mortos.
A conclusão resulta de um estudo sobre o sistema ferroviário espanhol realizado pelo instituto 40dB. para o El País e a Cadena SER, ao qual se somou o impacto de um segundo acidente, em Gelida, Barcelona, ocorrido apenas 48 horas depois e que vitimou um maquinista.
De acordo com os dados do inquérito, 55,3% dos inquiridos afirmam não ter considerado abandonar o uso do comboio, mas 24,2% dizem estar a ponderar essa possibilidade e 20,5% garantem já ter deixado de viajar de comboio.
A desconfiança varia significativamente consoante a intenção de voto: 35,2% dos eleitores da Vox afirmam já não utilizar o comboio, enquanto entre os apoiantes do PSOE essa percentagem desce para 12,8%. São também os mais jovens quem mais admite a possibilidade de abandonar este meio de transporte.
A desconfiança em relação ao sistema ferroviário é maioritária. No total, 58% dos inquiridos afirmam ter “pouca” ou “nenhuma” confiança no sistema ferroviário espanhol. Apenas 8% dizem ter “muita” confiança e 32% “bastante”. Os níveis de ceticismo são mais elevados entre os eleitores da Vox e do PP.
Quando questionados sobre os sentimentos provocados pelo acidente de Adamuz, quase metade dos inquiridos (46%) refere tristeza. Seguem-se a indignação (35,3%), a insegurança (32,1%), a preocupação (29,8%), a desconfiança (19,1%) e o medo (14,6%), revelando um clima generalizado de apreensão face ao transporte ferroviário.
No que respeita à resposta à emergência após o acidente, os serviços de emergência e protecção civil são os mais bem avaliados: 74,2% consideram que a sua atuação foi “boa” ou “muito boa”. Também as autoridades locais (51,9%), a Junta da Andaluzia (46%) e os meios de comunicação social (42,3%) obtêm avaliações maioritariamente positivas. Em sentido oposto, o Governo de Espanha surge como o pior avaliado, com 51,8% dos inquiridos a considerar a sua resposta “má” ou “muito má”, seguido da Adif (46,4%) e da Renfe (42%).
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