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A medida foi anunciada esta segunda-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, que adiantou que o passe entrará em vigor na segunda metade de janeiro e que pretende “mudar para sempre a forma como os espanhóis entendem e usam os transportes públicos”.
O passe — cujo custo total para o Estado ainda não foi divulgado — surge num momento politicamente sensível para o executivo. O governo minoritário de coligação enfrenta uma sucessão de alegações de corrupção e de assédio sexual que atingem o círculo próximo de Sánchez, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e a própria administração.
Apesar dos apelos da oposição para a realização de eleições antecipadas, Pedro Sánchez reafirmou a intenção de continuar a governar, defendendo que Espanha está no caminho certo e que o seu governo tem “a energia e a determinação” necessárias para concluir a legislatura, que termina em 2027.
O primeiro-ministro apresentou o novo passe como prova do compromisso do executivo em melhorar o quotidiano dos cidadãos. Segundo explicou, o título custará 30 euros por mês para jovens com menos de 26 anos e permitirá “viajar em qualquer ponto do país” em comboios suburbanos e de média distância, bem como em serviços nacionais de autocarro.
De acordo com Sánchez, a iniciativa poderá permitir a alguns trabalhadores reduzir as despesas mensais com deslocações até 60%.
“Estamos a falar de dois milhões de pessoas que vão pagar menos todos os meses para ir trabalhar, para voltar para casa ou para tratar das suas coisas do dia a dia”, afirmou. “É isso que significa governar: tornar as coisas importantes mais fáceis para as pessoas comuns”.
O modelo espanhol segue um exemplo semelhante implementado na Alemanha, que em 2023 introduziu um passe mensal de 49 euros válido para comboios regionais, metro, elétricos e autocarros em todo o país.
Durante a intervenção, Sánchez abordou também as recentes acusações de corrupção e de assédio sexual, assegurando que o governo e o PSOE atuaram com “firmeza e não com conivência” sempre que surgiram suspeitas. Garantiu ainda que o executivo está “absolutamente comprometido com o feminismo” e com o combate ao abuso e ao assédio sexual.
Os apelos para eleições antecipadas ganharam novo fôlego no fim de semana, depois de o presidente da Conferência Episcopal Espanhola ter defendido que era altura de devolver a palavra aos eleitores. A intervenção foi prontamente rejeitada pelo primeiro-ministro.
“O tempo em que os bispos se intrometiam na política acabou quando começou a democracia neste país”, respondeu Sánchez.
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