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De acordo com o The Guardian, a decisão segue-se ao anúncio feito pelo governo espanhol na semana passada de que iria consolidar na lei a proibição de vender ou adquirir material militar a Israel.
As declarações de Sánchez foram feitas após o encerramento antecipado da última etapa da Volta a Espanha, no domingo, em Madrid, forçada por protestos pró-Palestina que envolveram cerca de 100 mil manifestantes e confrontos com a polícia. “Tenho uma profunda admiração por todos os que protestaram pacificamente contra a participação da equipa Israel-Premier Tech”, afirmou o primeiro-ministro, acrescentando que o debate sobre a presença de Israel no desporto internacional “deve alargar-se a todo o mundo”.
Sánchez já tinha pedido, em maio, a exclusão de Israel da Eurovisão, e a ministra da Cultura reiterou esse apelo nos últimos dias, algo que agora está a ser ponderado pela televisão pública espanhola. O chefe do governo espanhol voltou ainda a criticar os “padrões duplos” da comunidade internacional em relação à Ucrânia e a Gaza.
A oposição acusou Sánchez de incentivar os protestos e de ter responsabilidade direta no colapso da prova de ciclismo. O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, disse que o país sofreu “uma vergonha internacional televisiva”, enquanto a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, afirmou que o primeiro-ministro se tornou “diretamente responsável” pelos incidentes.
O governo de Israel respondeu com dureza, e acusou Sánchez de incitar ao caos e descreveu as suas posições como um “ataque antissemita contínuo”. O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa’ar, declarou que o executivo espanhol é “uma vergonha para Espanha”.
Entretanto, a federação de futebol da Noruega anunciou que a receita do jogo de qualificação para o Mundial de 2026 frente a Israel será entregue à Médicos Sem Fronteiras, para apoiar a resposta humanitária em Gaza.
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