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Ao contrário da Iberia, a TAP Air Portugal não está a pensar em cancelar voos, pelo menos para já: "Toda a operação se mantém, não está prevista a suspensão de qualquer voo", disse o gabinete de comunicação ao 24notícias.
Apesar de a TAP não ter voos diretos para Cuba, muitos viajam de Portugal para Madrid ou Paris para, a partir daí, continuarem para Havana num voo da Iberia ou Air France, o que deixará de ser possível no período indicado.
A Iberia, a maior companhia aérea de Espanha, justifica a decisão com "a situação que o país enfrenta há vários meses, que teve um impacto significativo na procura", explicou um porta-voz. A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, a 3 de janeiro, interrompeu o principal fornecimento de petróleo da ilha, complicando as operações aéreas nos últimos meses.
Se as condições permitirem, a Iberia prevê retomar os voos para Cuba até ao final do ano. Para já, ainda está a operar três voos semanais desde Madrid. Em maio, o número deverá ser reduzido para dois voos semanais. No entanto, companhia oferece a opção de viajar para o Panamá e, a partir daí, continuar viagem até Cuba, graças a um acordo de codeshare com a panamiana Copa Airlines.
O setor da aviação recebeu a 9 de fevereiro um alerta emitido pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) a informar que os nove principais aeroportos do arquipélago — Havana, Varadero, Holguín, Santa Clara, Cayo Coco, Camagüey, Cienfuegos, Santiago de Cuba e Manzanillo de Cuba — tinham esgotado as suas reservas jet fuel, afetados pela paralisação do petróleo venezuelano.
Antes da Iberia, a Air France também enfrentou escassez de combustível em Cuba e em março suspendeu os voos entre Paris e o destino centro-americano, que deverão ser retomados em meados de junho. Além destas duas companhias, a Air Canada, a WestJet e a Air Transat também suspenderam os voos para Havana.
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