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Em comunicado, a ERSAR refere que está a acompanhar a situação e que, no âmbito das suas competências de regulação e supervisão, solicitou informações aos SMAS para apurar as circunstâncias das interrupções e a resposta que está a ser prestada aos utilizadores.
As falhas no abastecimento têm sido reportadas por moradores de várias localidades do concelho, tendo sido lançada uma petição com mais de três mil assinaturas a exigir medidas urgentes para minimizar os impactos e resolver o problema. Os subscritores manifestam preocupação com as interrupções frequentes, que dizem afetar sobretudo a Costa da Caparica, a Sobreda e os Capuchos, existindo também relatos de falta de água ou de perda de pressão no Laranjeiro e no Feijó.
Na petição, é referido que os cortes se repetem há várias semanas, muitas vezes durante horas consecutivas e em períodos de maior consumo, provocando constrangimentos à população e a estabelecimentos comerciais que dependem do abastecimento regular de água.
Os peticionários exigem à Câmara Municipal de Almada e aos SMAS o apuramento e a divulgação pública das causas das interrupções, a apresentação de um plano de ação para resolver o problema, uma comunicação prévia sempre que ocorram cortes programados e a adoção de medidas para reduzir os impactos na população e nas atividades económicas.
Na quinta-feira, os SMAS de Almada justificaram a situação com as temperaturas elevadas e o aumento significativo da população sazonal no concelho, fatores que, segundo a entidade, fizeram aumentar o consumo de água para níveis superiores à capacidade diária de captação.
Para responder à situação, os serviços implementaram uma gestão rotativa da rede de abastecimento e, desde sexta-feira, procedem também a uma redução estratégica da pressão em todo o concelho entre a meia-noite e as 06h00, de forma a permitir a recuperação das reservas nos depósitos. Os SMAS adiantaram ainda que reforçaram a fiscalização para identificar e eliminar ligações irregulares.
Entretanto, o Movimento Futuro da Costa anunciou uma concentração de protesto junto aos SMAS de Almada para a manhã de segunda-feira. Nas redes sociais está também a ser divulgado um apelo à participação num cordão humano silencioso, marcado para 8 de julho, na Costa da Caparica, para exigir uma solução para a falta de água.
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