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Contactada pela Lusa, fonte oficial da ERC adiantou que “as participações já rondam as 4.400”, mais 200 do que na segunda-feira.
A diretora de entretenimento e ficção da estação de Queluz, Cristina Ferreira, deu na terça-feira (21 de abril) uma entrevista ao “Jornal Nacional” da TVI, conduzida por José Alberto Carvalho, em que procurou contextualizar as declarações relativas ao caso que está em julgamento, lamentando o sucedido, mas sem pedir desculpas.
Em 16 de abril, a ERC tinha recebido 3.300 participações relativas às declarações de Cristina Ferreira no programa Dois às 10, da TVI. As participações encontram-se em apreciação pelos serviços da ERC, no seguimento do procedimento de averiguações determinado pelo Conselho Regulador.
Em causa estão as declarações de Cristina Ferreira na semana passada, no programa Dois às 10, sobre o caso dos quatro influencers acusados de, em 2025, terem violado uma adolescente de 16 anos e filmado os atos sexuais, em Loures, que começaram a ser julgados à porta fechada na segunda-feira, 13 de abril.
“Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ”Não quero mais'”, questionou a apresentadora no programa da TVI, o que gerou polémica, as queixas à ERC e um comunicado da TVI.
De acordo com a acusação do Ministério Público, os arguidos no caso referido têm atualmente entre 18 e 21 anos e respondem por um crime de violação agravado e 27 crimes de pornografia de menores agravados. Um dos influencers está ainda acusado de três crimes de ofensa à integridade física e outro de um da mesma natureza.
O caso remonta a 12 de fevereiro de 2025, quando a vítima se encontrou com os quatro arguidos, então com canais nas redes sociais e públicos significativos, num jardim público em Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures, na área metropolitana de Lisboa.
Segundo a acusação, os atos sexuais, gravados com o telemóvel, terão começado de forma consensual no jardim público e continuado, contra a vontade da vítima, numa garagem próxima.
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