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Carlos Cabreiro tomou posse como diretor nacional da PJ, destacando o “entusiasmo e espírito de corpo” com que assume o cargo e agradecendo a confiança depositada na sua escolha. Num discurso onde evocou a família, deixou também palavras de motivação dirigidas a todos os profissionais da instituição, sublinhando que conta com a sua “determinação para trilhar um caminho de sucesso” e reforçar o papel da PJ como referência.

O novo responsável não deixou de assinalar o desafio de suceder a Luís Neves, presente na cerimónia, reconhecendo que a responsabilidade acresce ao legado deixado. Ainda assim, garantiu que a instituição continuará assente em profissionais com forte “entrega à causa pública”.

Entre as prioridades para o mandato, Carlos Cabreiro destacou a aposta na transição digital, com o desenvolvimento de projetos de modernização e o recurso à Inteligência Artificial. No plano operacional, apontou como áreas críticas o combate à criminalidade violenta, ao crime organizado, ao tráfico de droga e à cibercriminalidade.

O diretor nacional assegurou ainda que a estratégia da PJ terá em conta os dados do Relatório Anual da Segurança Interna, sublinhando a necessidade de responder a fenómenos que contribuem para a perceção de insegurança. Entre as prioridades, destacou o combate à criminalidade económico-financeira, incluindo a corrupção e a recuperação de ativos, bem como o reforço da resposta ao crime organizado, à criminalidade informática e à chamada criminalidade de massas.

Na cerimónia, o primeiro-ministro Luís Montenegro alertou para “sinais preocupantes” no panorama da criminalidade, defendendo que o RASI deve orientar a ação da PJ. O chefe do Governo sublinhou que a dissuasão é “a melhor prevenção”, defendendo que a eficácia da justiça deve transmitir a ideia de que “não vale a pena prevaricar”.

Com quase 35 anos de carreira na PJ, Carlos Cabreiro chega ao cargo após liderar a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica. Ao longo do percurso, esteve ligado a investigações relevantes na área da criminalidade informática e económica, assumindo agora um mandato de três anos à frente da instituição.

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