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O ensino superior público português terá 78.283 vagas no ano letivo 2026/2027, mais 1.465 do que em 2025/2026, anunciou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) em comunicado enviado à Lusa e citado pela CNN Portugal.
Segundo o MECI, 56.790 vagas serão disponibilizadas através do Regime Geral de Acesso (RGA), e 21.493 através dos Regimes e Concursos Especiais, com aumentos de 834 e 631 vagas, respetivamente.
No ensino universitário, das 13 instituições, apenas a Universidade do Algarve regista uma ligeira redução de cinco vagas, ficando com 1.651. A Universidade da Madeira mantém 714 vagas, enquanto outras universidades, incluindo o ISCTE Lisboa, registam aumentos, destacando-se Coimbra (+163 vagas) e Nova de Lisboa (+119 vagas).
No ensino politécnico, das 15 instituições, seis registam diminuições de vagas, com maior impacto nos Institutos Politécnicos da Guarda (-126 vagas) e de Viana do Castelo (-119 vagas). Por outro lado, o Instituto Politécnico do Porto terá mais 152 vagas e o de Coimbra mais 136.
As licenciaturas em Educação Básica voltam a crescer 12%, totalizando 1.344 vagas, resultado de contratos-programa do MECI com dez instituições de ensino superior. Para combater a falta de docentes, estão previstas 2.500 bolsas anuais, cobrindo o valor da propina para novos estudantes de licenciaturas e mestrados em formação de professores.
O curso de Medicina terá 1.656 vagas, mais 62 do que no presente ano letivo. Destas, 40 são para o novo curso na UTAD e 22 para reforço na Universidade de Coimbra.
Para áreas digitais, estão previstas 9.290 vagas em cursos focados em competências tecnológicas.
O MECI destaca também o aumento das vagas para titulares de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (+19%), Diplomas de Especialização Tecnológica (+11,8%), cursos de Dupla Certificação (+14,7%) e estudantes internacionais (+11,4%).
Incluindo o ensino superior privado, com 29.315 vagas (mais 1.417 do que em 2025/2026), o sistema nacional terá um total de 107.598 vagas, representando um aumento de 2.882 lugares face ao ano anterior.
Em entrevista ao Observador, Fernando Alexandre, afirmou existir ainda conversações com instituições de ensino para mais vagas. Questionado sobre o porquê da diminuição das entradas no ensino superior o ano passado, o ministro da Educação disse que um dos motivos foi a mudança para dois exames de entrada, lei que entrou em vigor durante o Covid. Segundo o ministro vai voltar aos três exames exame nacional que garante um bom nível de educação no ensino superior.
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