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Mariana Fonseca e Maria Malveiro foram condenadas pela morte e desmembramento de Diogo Gonçalves, engenheiro de 21 anos. Malveiro acabou condenada e suicidou-se na cadeira. Já Fonseca esteve em fuga durante seis meses. Foi detida na Indonésia e as autoridades de Jacarta revogaram o seu visto de trabalho. Assim, a enfermeira portuguesa foi deportada para Portugal, onde se encontra na cadeira de Tires, para cumprir a sua pena de 23 anos, avançou o CM.

Fonseca tinha sido absolvida no primeiro julgamento, mas a decisão foi revogada pelo Tribunal da Relação e, posteriormente, pelo Supremo Tribunal de Justiça.

O móbil do crime, inspirado pela série Dexter, foi o facto de a vítima ter recebido uma indemnização de 70 mil euros pela morte da mãe.  Segundo ficou provado pela Justiça, depois de saber que Gonçalves iria receber 70 mil euros da seguradora, Malveiro, que era segurança no mesmo hotel onde o rapaz trabalhava, contou a novidade a Mariana. As duas combinaram matá-lo para ficarem com o dinheiro e no dia 20 de março de 2020, com um falso pretexto a que Diogo, apaixonado pela colega facilmente cedeu, a rapariga bateu-lhe à porta de casa e entrou. Depois de drogado e estrangulado, e com a ajuda de Mariana, cortaram o indicador e o polegar da mão direita para terem acesso ao MB Way do telemóvel.

Depois, o corpo acabou no carro, tendo sido esquartejado com um cutelo. Cortaram a cabeça, os braços e os pés. Meteram tudo em sacos grandes do lixo e às duas da manhã de 22 de março de 2020, quase dois dias depois do homicídio, transportaram o corpo no Mercedes roubado à vítima e deitaram parte dele ao mar, junto ao Forte do Beliche, em Sagres: os dedos e o tronco. A cabeça, os braços e os pés ficaram guardados mais dois dias na bagageira do carro de uma das suspeitas e foram abandonados a 68 quilómetros do local do crime, numa cascata paradisíaca no Pego do Inferno.

Nos dias seguintes, já depois de os amigos de Diogo terem alertado as autoridades, a polícia encontrou várias partes do corpo espalhadas em vários locais e bastou seguir os levantamentos feitos com o Multibanco da vítima para chegar às autoras, filmadas por uma câmara de vigilância.

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