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A aquisição incluiu computadores, televisões, cadeiras, secretárias e equipamentos de refeitório. Esta compra ocorreu após a falência da Trust in News (TiN), empresa proprietária da Visão e de outros 15 órgãos de comunicação social, como Caras, Exame e Jornal de Letras, que acumulava dívidas na ordem dos 40 milhões de euros, avança o jornal O Minho.
O Tribunal de Sintra tinha chumbado o plano de recuperação apresentado por Luís Delgado, proprietário da TiN, levando ao encerramento da empresa e à venda dos seus bens. Apesar de se encontrar em processo de insolvência desde dezembro de 2024, a revista Visão continua em atividade, com toda a equipa a trabalhar a partir de casa, graças a um diferimento da cessação de atividade junto da Autoridade Tributária, segundo o administrador André Pais disse ao Público.
As dívidas acumuladas da empresa incluem impostos e contribuições referentes a maio (cerca de 51 mil euros) e junho (cerca de 129 mil euros) de 2025, bem como salários em atraso de julho (98 mil euros) e agosto (117 mil euros). O plano de insolvência da TiN, aprovado em assembleia de credores em janeiro de 2025, previa a injeção de até 1,5 milhões de euros pelo acionista único, o encerramento da delegação do Porto, a suspensão, licenciamento ou venda de publicações deficitárias, mantendo apenas as mais rentáveis, e a redução de 70% do espaço físico e do quadro de funcionários, de forma a manter os custos com pessoal abaixo de 250 mil euros por mês.
O plano incluía ainda pagamento faseado das dívidas à Autoridade Tributária e Segurança Social em 150 prestações, planos de 12 a 15 anos para credores comuns e garantidos, e a possibilidade de permuta de publicidade para parte do pagamento das dívidas. Para aumentar receitas, a empresa planeava aumentar assinaturas digitais, melhorar a plataforma de e-commerce, estabelecer parcerias estratégicas com outros grupos editoriais, explorar novos formatos de conteúdo, como podcasts e vídeos, e licenciar marcas. O objetivo destas medidas é melhorar gradualmente a rentabilidade, preservar empregos e ativos e evitar a liquidação da empresa, ajustando o modelo de negócio às tendências digitais. Foi ainda criada uma “Task Force” interna para reanalisar custos e contratos e propor medidas para aumentar receitas sem penalizar a empresa.
A Primeiros – Vendas de Ocasião, com 10 anos de atividade, dedica-se à compra e venda de artigos usados, adquiridos principalmente em leilões ou em processos de execução judicial e fiscal, o que enquadra a compra do recheio da Visão dentro da sua atividade empresarial habitual.
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