Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
João Santos Carvalho explicou à TVI/CNN Portugal que foi ele quem sugeriu à PJ guardar o material apreendido, depois de se aperceber da dificuldade do diretor financeiro em encontrar um local para o armazenar: "Ofereci-me. Foi em Évora, na obra que estava a fazer para a PJ. Vi o diretor financeiro um bocado preocupado e disse-lhe: 'Tenho lá um espaço grande, quase dois mil metros quadrados, posso guardar isso'."
"Os bidões, a comunicação social tinha dito que estavam no campo. Não estavam", afirmou, tendo mostrado o armazém à reportagem desta cadeia de televisão.
"A PJ veio ver, eles têm fotografias e relatório. Vieram cá um inspetor e uma inspetora", afirmou à TVI/CNN Portugal, referindo "que não os conhece". Quando questionado sobre a documentação relativa ao transporte do atrelado entre o parque de apreendidos da Autoridade Marítima, no Seixal, e as instalações da empresa, em Barcelos, João Santos Carvalho garante que não se recorda da existência de qualquer guia de transporte ou documento que formalizasse a entrega do material: "Nada, nada, nada. Se vem uma autoridade à frente, é um documento. Uma autoridade escusa de escrever. Basta respeitar."
De recordar que Luís Neves afirmou que o atrelado apreendido estava na posse do empreiteiro, sem qualquer contrapartida, porque os armazéns da PJ estavam cheios. A solução encontrada foi uma proposta de "um alto quadro" da PJ e, segundo explicou, permitiu que o Estado poupasse 150 mil euros. Garante que nunca se escondeu e que não o fará agora e, por isso, assume as responsabilidades da decisão, que foi a "melhor".
Na entrevista a João Santos Carvalho, este afirma que "eu é que devia cobrar ao Estado por ter ficado com ele uns meses. Eu só o estava a guardar, aquilo não é meu", referiu.
Sobre a piscina, o ministro da Administração Interna declarou que pediu para ser construído um tanque, mas que este "acabou por se transformar numa piscina" contra a sua vontade. Luís Neves deixou a garantia de que a piscina vai voltar a ser um tanque. Afirmou, ainda, que não pediu licenciamento porque se tratavam de mudanças "de pouca monta", mas garante que já solicitou uma reunião à Câmara de Odemira para esclarecer e regularizar tudo o que for necessário.
Sobre esta questão, João Santos Carvalho afirmou que "eu é que fiz aquilo com uma máquina, aquilo é um tanque, não é uma piscina. As pessoas não sabem o que é. Que tirem um curso", afirmando que todos os pagamentos foram feitos pela mulher do ministro.
__
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários