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"Em nenhum momento foram disparadas munições reais. Após vários avisos, foram utilizados meios não letais contra a embarcação - não contra os manifestantes - como forma de aviso. Nenhum manifestante ficou ferido durante o incidente", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Oren Marmorstein, na rede X, junto de uma foto de um veleiro e uma notícia sobre disparos contra dois barcos.
A mensagem do porta-voz da diplomacia israelita surge depois da Flotilha Global Sumud ter relatado que várias das suas embarcações foram alvejadas, alegadamente pelas forças israelitas, durante as operações de interceção, embora não tenha ficado esclarecido que tipo de munições foram utilizadas.
"Foram claramente efetuados disparos contra o 'Girolama'. Mais detalhes em breve", afirmou a organização numa mensagem publicada nas redes sociais, acompanhada de um vídeo da embarcação a ser intercetada.
Segundo a plataforma da flotilha, pelo menos cinco embarcações foram alvejadas, algumas hoje e outras durante interceções no dia anterior, embora não tenham sido fornecidos mais detalhes sobre os incidentes.
Além disso, a organização publicou na sua conta em turco que uma lancha de patrulha israelita abalroou o veleiro "Sirius", outra das embarcações que se dirigia para o enclave palestiniano.
"Uma embarcação da Marinha israelita tentou parar o 'Sirius', uma das nossas duas últimas embarcações. Depois de criar ondas artificiais, lançou água pressurizada e, em seguida, abalroou a popa", descreve a mensagem.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, pediu uma investigação urgente sobre "o uso da força pelas autoridades israelitas", depois de ativistas italianos terem relatado o uso de balas de borracha contra as embarcações, segundo um comunicado da diplomacia de Roma.
As Forças Armadas de Israel concluíram, esta terça-feira, a interceção dos últimos barcos da flotilha humanitária, após dois dias de operações contra cerca de 50 embarcações que tentavam chegar à Faixa de Gaza com mais de 400 ativistas a bordo.
A última embarcação - "Sirius" - foi intercetada ao início da tarde. Os ativistas deverão ser transferidos para um porto israelita, provavelmente Ashdod, no sul do país, para ser iniciado o processo de repatriamento.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, elogiou na segunda-feira o "trabalho excecional" da Marinha na interceção de embarcações, apontando que o seu objetivo era quebrar o isolamento dos "terroristas do Hamas", o grupo islamita palestiniano que atacou Israel em 2023, desencadeando a guerra na Faixa de Gaza.
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