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A própria MNTC foi também constituída arguida, avança o Público, que cita uma fonte ligada ao processo.

O inquérito está a ser conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa, com a colaboração da Polícia Judiciária. O Ministério Público deverá apresentar uma acusação até ao final do ano, por suspeitas de violação das regras de segurança, agravada pelo resultado morte. Os crimes em causa podem ser punidos com penas de três a 10 anos de prisão.

A investigação estará focada, entre outros aspetos, na manutenção do elevador e na fiscalização realizada pela Carris.

Um relatório elaborado por uma empresa de engenharia antes do acidente já tinha apontado que o cabo utilizado no equipamento não era o mais adequado e deveria ser encarado apenas como uma solução temporária, sujeita a monitorização adicional. Mais tarde, o relatório preliminar do GPIAAF concluiu que o cabo que se rompeu não estava certificado para instalações destinadas ao transporte de pessoas.

Segundo o jornal, o inquérito terá ainda identificado outros indícios de falhas de segurança na manutenção, incluindo a possibilidade de os travões terem sido deliberadamente desafinados para evitar bloqueios durante a circulação das cabines.

O acidente aconteceu há quase um ano e provocou 16 mortos e 24 feridos.

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