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O grupo terrorista não confirma o dia do ataque, mas diz que este foi feito com recurso a armas ligeiras e lança-foguetes. O conflito em Cabo Delgado já resultou em mais de seis mil mortes em oito anos.

Elementos associados ao grupo extremista Estado Islâmico reivindicaram nas últimas horas a autoria de ataques a forças do Ruanda em Cabo Delgado, que combatem os grupos terroristas no norte de Moçambique, garantindo que cinco militares morreram.

A reivindicação, feita através dos canais de propaganda do grupo, não avança dados sobre o dia em que aconteceu o alegado ataque, concretizando apenas que se deu em Macomia, recorrendo a “armas ligeiras e lança-foguetes”, e que resultou “na morte de cinco elementos e em ferimentos noutros”, além da apreensão de armas.

Nenhuma fonte oficial do Ruanda confirmou este alegado ataque dos grupos extremistas que operam em Cabo Delgado há mais de oito anos.

Numa outra reivindicação, também divulgada esta sexta feira, o mesmo grupo extremista afirma que entrou em confronto com uma “patrulha naval”, também do Ruanda, em Mocímboa da Praia, no último domingo, alegando que feriram “alguns” militares.

Desde 2021 que milhares de militares do Ruanda apoiam as Forças Armadas de Defesa de Moçambique no combate aos grupos terrorista em Cabo Delgado.

A província de Cabo Delgado, também no norte de Moçambique, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

A organização ACLED estimou no início deste mês que a província moçambicana de Cabo Delgado registou 14 eventos violentos entre 10 e 23 de novembro, envolvendo extremistas do Estado Islâmico e provocando 12 mortos, e alertou para o agravamento da situação em Nampula.

De acordo com o mais recente relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), dos 2.270 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, um total de 2107 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM). Estes ataques provocaram pouco mais de 6341 mortos em oito anos.

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