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Os eleitores da Bulgária regressam às urnas este domingo para mais um ato eleitoral, o oitavo em apenas cinco anos, num contexto de profunda instabilidade política e desgaste do sistema partidário.
O principal favorito é o ex-presidente Rumen Radev, que abandonou o cargo em janeiro para concorrer às legislativas. Com um discurso crítico da União Europeia e uma posição mais próxima de Moscovo, Rumen Radev tem centrado a campanha no combate à corrupção e na promessa de pôr fim a sucessivos governos frágeis e de curta duração.
Após votar em Sófia, o candidato defendeu a necessidade de um novo rumo para o país. “Precisamos finalmente de um caminho para uma Bulgária democrática, moderna e europeia”, afirmou, sublinhando também a importância de relações “práticas” com a Rússia baseadas no respeito mútuo.
A eleição ocorre após a queda do anterior governo, em dezembro, na sequência de manifestações contra medidas económicas, incluindo aumentos de impostos e contribuições sociais. O custo de vida tornou-se uma das principais preocupações dos eleitores, especialmente após a adoção do euro no início do ano.
Apesar dos progressos registados desde o fim do regime comunista em 1989, incluindo a adesão à União Europeia em 2007, o país continua atrás de outros Estados-membros em vários indicadores, persistindo ainda preocupações com corrupção e alegadas práticas de compra de votos.
As sondagens apontam para uma vitória do partido independente de Rumen Radev, com cerca de 35% dos votos, um resultado expressivo mas insuficiente para garantir maioria parlamentar. Em segundo lugar surge o partido de centro-direita GERB, liderado pelo ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, com cerca de 18%.
A fragmentação política poderá obrigar à formação de coligações, sendo uma das hipóteses a aliança com forças pró-europeias como a coligação “Continuamos a Mudança – Bulgária Democrática”.
Segundo o The Guardian , a participação eleitoral deverá aumentar, com previsões a apontarem para cerca de 60%, quase o dobro registado nas eleições de junho de 2024, sinal do crescente envolvimento dos eleitores face à crise política.
Ainda assim, o ceticismo permanece entre a população. “Os políticos precisam de se unir e tomar decisões, em vez de conflitos constantes e eleições sucessivas sem resultados”, afirmou um eleitor em Sófia.
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