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Segundo o El País, a manifestação foi convocada após a prisão preventiva do ex-ministro socialista José Luis Ábalos e do seu ex-assessor Koldo García, no contexto de alegada corrupção. Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, voltou a exigir eleições gerais antecipadas, afirmando que “Espanha não aguenta mais um dia”.

Feijóo dirigiu-se ainda aos parceiros nacionalistas do Governo, acusando-os de “engolir para manter os seus postos”, e apelou ao Vox para abandonar a “pinça” com o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) contra os populares. O líder do PP focou-se na figura de Pedro Sánchez, responsabilizando-o pela suposta trama: “Quatro subiram naquele carro para chegar ao poder e três já conhecem a prisão; falta um, o presidente do Governo”, referiu, em alusão ao Peugeot usado por Sánchez durante as primárias do PSOE. A frase foi seguida pelos gritos dos manifestantes: “Pedro Sánchez, à prisão!”

Durante o evento, organizado sob o lema “Efetivamente, máfia ou democracia”, Feijóo exigiu aos partidos com assento no Congresso que se "retratassem" na decisão entre “corrupção ou limpeza”, ironizando sobre o passado recente do PSOE: “Primeiro foi Koldo, depois Ábalos, que decepção. Depois Cerdán e, em breve, Sánchez. E eu digo-vos, não finjam surpresa”.

Como anfitriã da ação, a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, também interveio, dirigindo críticas aos parceiros do Governo e rejeitando qualquer entendimento futuro. “Esta máfia não vai ceder. Todos vivem disto, estão todos colocados em empresas públicas e privadas, em instituições colonizadas por Sánchez”, afirmou. Isabel Díaz Ayuso alertou ainda para a suposta ameaça da ETA em Navarra e no País Basco, "A ETA está a preparar o seu ataque a Navarra e ao País Basco, não há maior traição, não é possível que o Bildu (coligação política espanhola de âmbito basco, ideologicamente à esquerda regionalista/separatista) apoie Sánchez" e voltou a pedir pressão social contra Sánchez: “Não nos acostumemos ao que não é normal, assim começam todas as ditaduras.”

O Grupo ETA foi uma organização extremista cujo objetivo era a independência de sete regiões no norte da Espanha e sudoeste da França, que os separatistas bascos dizem ser seu território. Anunciou o seu fim a 3 de maio de 2018.

O evento decorreu dias depois da condenação do fiscal-geral do Estado, Álvaro García Ortiz, por revelação de segredos no caso do namorado de Ayuso. O presidente da Câmara de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, também presente, reforçou a ideia de que Espanha se encaminha, ou já está, numa “ditadura” e criticou o Governo por adiar as eleições gerais previstas para 2027: “Este Governo não respeita a democracia nem a Constituição de 1978. Nega-nos que possamos ir votar.”

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A manifestação marca a sétima ação de rua do PP contra o Executivo de Sánchez e mantém a pressão política num contexto de crescente tensão em Espanha.

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