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Em declarações à rádio Observador, Rangel afirmou que a crise migratória que atinge a cidade autónoma espanhola de Ceuta é "grave", mas que a resposta por parte de Espanha e Marrocos está a ser preparada para ser "resolvida com prontidão".
Tal como o Primeiro-ministro, Luís Montenegro, Rangel afirma que não pode haver “relaxamento nos controlos”, com Portugal a ser dos primeiros a "anunciar que as nossas polícias, Guarda Nacional Repúblicana (GNR) e a Polícia Marítima (PM), estão em perfeita comunicação com as autoridades espanholas”.
Paulo Rangel garante que as autoridades espanholas “deram muita informação” a Portugal e que a diplomacia portuguesa esteve em contacto com a diplomacia marroquina.
“Sinceramente, neste caso, não há um risco efetivo estes migrantes passarem a fronteira em Ceuta virem para continenete europeu”, sublinhou Paulo Rangel, acrescentando que “não há nenhuma saída de Ceuta, seja por ar, seja por terra"
Apesar disso, referiu que a situação “não deixa de ser muito grave”, acrescentando ainda que haverá várias reuniões na União Europeia para discutir a questão.
Para Rangel, sem entrar em “especulação” sobre “teorias imaginativas” de que Marrocos facilitou a entrada de imigrantes em Ceuta, quem tem de ter o controlo das fronteiras “tem de ser a União Europeia” — e com “rigor”. O ministro acrescentou que houve uma “imediata intervenção de Marrocos” e que “dispõe de imensas forças que mobilizou para as fronteiras de Ceuta”. “Aceitou receber todos os imigrantes sem exceção”, disse.
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