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Na segunda-feira, a agência russa TASS noticiou a alegada destruição de um “raro drone de reconhecimento português” da TEKEVER na Ucrânia.
Após esta divulgação, o 24notícias entrou em contacto com a empresa, que afirmou não ter "qualquer comentário a fazer sobre este tema".
Já esta terça-feira, a TEKEVER afirmou que "não comenta missões específicas dos seus clientes, nem confirma informação operacional divulgada por fontes de terceiros".
Apesar de não abordar diretamente o episódio, fonte oficial da TEKEVER explica em comunicado que os seus sistemas são desenvolvidos para funcionar em cenários de elevada complexidade operacional, onde a ameaça é uma componente permanente do ambiente de missão.
"Os nossos sistemas operam no ambiente mais contestado do mundo, em teatros com guerra eletrónica intensa e defesa aérea densa. O risco é inerente à natureza crítica destas missões, e é assim que desenhamos os nossos sistemas — assumindo que operam sob ameaça permanente", pode ler-se no comunicado enviado ao 24notícias.
A empresa acrescenta que a proteção da informação crítica é um dos elementos centrais no desenvolvimento das suas plataformas. "É um requisito de desenho, implementado em múltiplas camadas do sistema".
Empresa destaca ciclos rápidos de evolução tecnológica
A TEKEVER rejeita a ideia de que a avaliação de um sistema possa ser feita apenas através de uma análise pontual das suas capacidades, defendendo que a evolução tecnológica é contínua e acompanha as necessidades dos utilizadores e o contexto operacional.
"O que distingue a TEKEVER não é o estado da tecnologia num dado momento, mas a velocidade a que a fazemos evoluir", afirma a empresa.
Segundo a tecnológica, os seus sistemas são atualizados regularmente. "São atualizados de forma contínua, em ciclos de semanas, em função dos requisitos de missão e da evolução do contexto operacional", explicou a fonte oficial.
A empresa considera, por isso, que uma análise feita a uma determinada configuração de um sistema representa apenas uma imagem limitada das suas capacidades naquele momento.
"A análise detalhada de um sistema TEKEVER hoje não é um bom indicador das suas capacidades amanhã — é uma fotografia de uma configuração num rápido ciclo de desenvolvimento contínuo", acrescentou a mesma fonte.
Tecnologia europeia como fator de soberania
No contexto mais amplo da segurança e defesa europeias, a TEKEVER defende a importância do desenvolvimento de capacidade tecnológica própria no continente.
"A capacidade da Europa para se defender depende de tecnologia europeia, desenvolvida, produzida e controlada na Europa", é referido.
Nesse sentido, a tecnológica portuguesa acrescenta que esse é o objetivo da sua atividade no setor da defesa: contribuir para uma capacidade soberana europeia através de sistemas autónomos desenvolvidos no continente.
"É essa a capacidade soberana que a TEKEVER está a construir, ao serviço da Ucrânia e dos seus parceiros europeus", concluiu.
De recordar que a TEKEVER, empresa portuguesa especializada em sistemas autónomos e inteligência artificial, tem sido associada ao fornecimento de plataformas de vigilância e reconhecimento utilizadas pela Ucrânia, incluindo os modelos AR3 e AR5. A empresa tornou-se também uma das tecnológicas portuguesas de maior projeção internacional no setor da defesa.
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