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Ontem e hoje, os debates na Assembleia da República ficaram marcados por confrontos entre o líder do Chega, André Ventura, e a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, que substitui temporariamente o presidente José Pedro Aguiar-Branco.
O primeiro incidente ocorreu na quarta-feira, durante o debate quinzenal. André Ventura tentou utilizar o tempo de interpelação à mesa enquanto ainda tinha minutos para intervir no debate. Teresa Morais questionou a manobra, recordando que o regimento define os procedimentos a seguir. O líder do Chega criticou a vice-presidente, afirmando que ela "nem devia estar aí hoje", comentário que provocou protestos na bancada do PSD.
A troca de acusações continuou, com Ventura a afirmar que Teresa Morais só presidia aos trabalhos porque Diogo Pacheco de Amorim, deputado do Chega, não quis assumir a função. A vice-presidente respondeu que "não compete" a Ventura decidir sobre a presença de um vice-presidente e defendeu a regularidade do seu papel, recebendo aplausos de várias bancadas, incluindo PSD, PS, IL, PCP e Livre. O debate foi interrompido durante vários minutos devido ao clima de tensão.
Já nesta quinta-feira, no debate pedido pelo Chega com o tema “As acusações de racismo na sociedade, no desporto e no sistema político: é preciso virar a página”, Ventura encerrou os trabalhos com acusações às deputadas do PS, Livre e PCP, afirmando que escondiam crimes contra mulheres estrangeiras.
Teresa Morais respondeu afirmando que nenhuma deputada da Assembleia pretende ocultar violações ou proteger criminosos. Ventura insistiu em criticar a vice-presidente, acusando-a de ser "uma vergonha para as funções que exerce no Parlamento" e declarando que para a bancada do Chega, "não os representa mais".
Durante a discussão, o vice-presidente do Chega, Filipe Melo, levantou-se da mesa, provocando alertas de Teresa Morais sobre a conduta na presidência da sessão. O clima tenso levou os deputados do Chega a abandonar o hemiciclo, encerrando os trabalhos sem ocupar os seus lugares.
No encerramento, Teresa Morais sublinhou que não podia aceitar acusações de que mulheres de algumas bancadas esconderiam criminosos, enquanto as suas intervenções receberam aplausos da esquerda e do PSD, contrastando com os protestos da bancada do Chega.
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