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Segundo a acusação do MP, os dois polícias, de 21 e 24 anos, foram detidos em julho do ano passado, na sequência de buscas domiciliárias e nas esquadras do Bairro Alto e do Rato, em Lisboa. A própria PSP foi quem denunciou os acontecimentos, desencadeando a investigação que culminou nas acusações, diz a RTP.
Os arguidos, identificados como Guilherme Leme e Óscar Borges, enfrentam várias acusações graves, entre as quais crimes de tortura, abuso de poder, violação e ofensas à integridade física. A acusação detalha que os agentes agrediam pessoas detidas com socos, chapadas e coronhadas na cabeça, chegando mesmo a filmar e fotografar algumas destas situações e das respetivas vítimas.
Outros episódios referem o uso de bastão e até de cabo de vassoura para infligir violência sexual e física, com registos em vídeo partilhados em grupos de WhatsApp com outros polícias, conforme refere a acusação.
Segundo o MP, os agentes escolhiam alvo de ataques pessoas em situação vulnerável, incluindo toxicodependentes, indivíduos que cometiam pequenos delitos, muitos com nacionalidade estrangeira e em situação irregular, bem como pessoas sem-abrigo.
A acusação acrescenta ainda que, em várias situações, os agentes se apropriaram de dinheiro, bens pessoais e documentos das vítimas. Em determinados casos, terão mesmo alterado a quantidade de produto estupefaciente encontrado na posse dos detidos, acrescentando substâncias que não lhes pertenciam.
Os agentes estão atualmente em prisão preventiva.
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