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Apesar desse valor elevado, o Estado espera receber apenas cerca de 250 a 260 milhões de euros (cerca de 5% dos danos), segundo avançou ministro da Economia e da Coesão Territorial à rádio Observador, devido às regras e limitações do fundo europeu. O ministro Manuel Castro Almeida sublinha que não se trata de falta de vontade da Comissão Europeia, mas sim das normas existentes.
O apoio destina-se sobretudo à reconstrução de infraestruturas públicas e a medidas de emergência para ajudar as populações afetadas. As tempestades causaram danos em habitações, redes de água, energia e comunicações, além de afetarem serviços públicos como hospitais, escolas e portos, bem como a economia e o património cultural.
O ministro garantiu, na mesma entrevista, que não tem dúvidas de que o apoio europeu será utilizado dentro do prazo previsto (um ano).
Segundo o Governo, parte do dinheiro já estará, na prática, comprometida, porque já foram feitas despesas relacionadas com os estragos das tempestades. Isso aumenta a confiança de que a execução será concluída a tempo.
O ministro explica ainda que o pedido de apoio só foi submetido agora porque foi necessário fazer um levantamento rigoroso dos danos, o que exigiu tempo.
No total, Portugal foi atingido por sete tempestades num curto período, com fenómenos extremos como ventos fortes, chuvas intensas, cheias e derrocadas. O Governo enquadra estes eventos no contexto das alterações climáticas e defende a necessidade de reforçar a preparação e a resiliência do país para futuras situações semelhantes.
O apoio europeu será apenas uma parte do esforço total de recuperação.
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