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A azáfama começou na quinta-feira de manhã, com carrinhas a saírem da unidade, no n.º 23 da Calçada da Ajuda, em direção à Praça do Império, em Belém, para os ensaios da cerimónia deste 27 de março, dia em que se assinalam os 50 anos do Corpo de Intervenção (CI) da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Era preciso acertar agulhas: recordar que são vários os discursos, que soa o Hino Nacional e o do Corpo de Intervenção e que há um olho no passado — com homenagens aos falecidos — e outro no futuro, com a imposição da boina aos novos elementos que terminam o 41.º Curso de Ordem Pública. Depois, o desfile em parada, para mostrar todas as valências.
"As comemorações dos 50 anos do Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública irão assinalar meio século de serviço ao país, com um programa de carácter institucional, simbólico e evocativo", explicou a PSP ao 24notícias. Nesse sentido, a cerimónia que decorreu esta manhã, com formatura e desfile junto ao Mosteiro dos Jerónimos, "um local de forte simbolismo nacional", serviu para evidenciar a "história, coesão e capacidade operacional desta subunidade".
Desta história faz parte Ezequiel Jesus Henriques, chefe principal aposentado. "Eu fui o indivíduo número um que entrou no Corpo de Intervenção no dia 2 de fevereiro de 1976. Todos os homens que passaram pelo Corpo de Intervenção até dezembro de 1999 foram formados por mim. Vi a formação de todos eles, tanto oficiais, como chefes, como agentes", conta ao 24notícias.
"Eu sou oriundo da chamada Polícia de Choque. Após o 25 de Abril foi extinta e fomos colocados no Comando-Geral da Polícia, onde está agora a Direção Nacional", explica.
Licenciado em Educação Física, foi-lhe feito o convite para o Corpo de Intervenção, que aceitou. Por isso, estes 50 anos são uma data especial. "Esta data é algo inesquecível. Há 50 anos a passar por tantos sacrifícios, tantos sacrifícios, tanto trabalho, tanto trabalho. É uma data que fica na memória de qualquer um".
Hoje, aos 86 anos, diz-se rodeado pela família. "Todos os dias me recebem na unidade. Vou lá porque tenho uma saudade louca daquilo. Quando faleceu a minha mulher, com quem fui casado durante 56 anos, comecei a vir", confidencia. "Respeitam-me como um pai, tenho em cada um deles um amigo".
Sobre o Corpo de Intervenção, diz que há muitas ideias preconcebidas. "Dizem que é para bater, para tratar mal, mas toda a gente está enganada. O Corpo de Intervenção serve para ajudar, para proteger, para educar, para ensinar. O pessoal do Corpo de Intervenção nasceu para isso e está lá por essa razão.
"Quando passa o Corpo de Intervenção, oiço dizer 'esses bandidos, esses índios'. Hoje, as pessoas não têm noção do que é o Corpo de Intervenção. No meu tempo, não havia escola que não fosse ali para com as suas crianças para conhecer a unidade", recorda.
Em tantos anos, lembra um episódio que espelha o que considera ser a essência do Corpo de Intervenção. "Estava nos Restauradores a comandar um pelotão. O Metro estava interrompido, ninguém entrava, ninguém saía. Havia uma manifestação, as pessoas gritavam que queriam passar. Sempre tentei resolver as situações à base de diálogo. Evitei sempre a pancadaria e a agressão. Falei às pessoas. Pus-me à frente e disse 'vamos ter calma, não vamos agredir ninguém'. Resolvi aquela situação apenas através da palavra, sem bater em ninguém".
Contudo, admite que é uma profissão com situações de perigo. "Os homens estão preparados para isso, para saber enfrentar o perigo, enfrentar a violência, falar. Saber aquilo que se faz e aquilo que se diz. E ter muita contenção para aquilo que se vai fazer. Há situações muito difíceis de enfrentar. Saber que uma pessoa está a ser agredida e não pensar em enfrentar fisicamente. Psicologicamente também é muito complicado. As pessoas muitas vezes estão revoltadas. Temos de saber enfrentar isso com o corpo, com as palavras".
Por tudo isto, não hesita em definir qualquer polícia do Corpo de Intervenção: "Tem de estar bem preparado fisicamente, psicologicamente, e ter um caráter bem-vincado. Tem de saber falar, saber enfrentar as situações. Ser fiel, ser leal, e tratar as pessoas todas de igual modo, o descalço, o bem-vestido, o mal-vestido".
"Não podemos esquecer que dentro daquelas fardas existem seres humanos"
Foram estes homens que marcaram presença esta manhã em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Do lado da Praça do Império, as baias de metal separavam as celebrações das famílias — essencialmente mulheres e algumas crianças — e alguns turistas que paravam para ver o que estava a acontecer.
Valéria é mulher de um dos polícias ali presentes. Ao 24notícias, diz que este é um papel difícil. "Não é fácil, é preciso saber lidar. Eles são uma força especial, é diferente. Temos de ter muita paciência às vezes, mesmo por causa da profissão, nunca sabemos como é o trabalho deles".
"Há dias em que é mais complicado. Estou sempre com o coraçãozinho na mão, com medo quando ele sai, principalmente quando tem algum serviço diferente. Sempre com medo que aconteça alguma coisa. Às vezes estamos a ver as notícias para ver se aparece alguma coisa. É complicado", evidencia.
Sobre a cerimónia dos 50 anos, mostra-se emocionada. "É lindo, lindo, lindo. Principalmente por ele estar a viver isso, é muito lindo mesmo. É bom vê-los todos ali e perceber que não vamos desistir disso, não vamos desistir dos nossos polícias, principalmente da UEP".
"Ainda são vistos como os maus da fita. Acho que isso é a nível mais político, que denigrem um bocado a imagem da polícia. Mesmo o que se manda cá para fora — até nas redes sociais e nos jornais — acaba por denegrir um bocado a imagem da polícia e as pessoas acabam por não confiar tanto, mas na realidade, quando se conhece, quando trabalham com eles, vê-se que realmente não é nada do que transmitem por aí", ressalva.
"Não podemos esquecer que dentro daquelas fardas existem seres humanos. Existem maridos, pais, filhos, irmãos e amigos. E ainda falam com o coração, não são máquinas", conclui.
"O Corpo de Intervenção responde com coragem"
Presentes na cerimónia estiveram os "efetivos das diferentes forças destacadas do Corpo de Intervenção, nomeadamente de Lisboa, Porto e Faro, contando ainda com a participação de um subgrupo da Unidade de Intervenção da Polícia Nacional de Espanha, reforçando a dimensão de cooperação internacional entre forças congéneres".
Francisco Pedro Afonso Teles, Comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), expressou no seu discurso a importância desta data. "Hoje celebramos um marco de enorme significado: os 50 anos de existência. Meio século de história — representa dedicação, coragem, compromisso e serviço contínuo à sociedade".
"Ao longo destas cinco décadas, homens vestiram esta farda com honra, enfrentando desafios, protegendo vidas e garantindo a ordem pública. Estiveram presentes nos momentos mais difíceis, muitas vezes colocando o bem-estar da comunidade acima do seu próprio. É graças a esse espírito de missão que hoje podemos viver com maior segurança e confiança", frisou.
"Uma instituição que alcança 50 anos demonstra não apenas longevidade, mas também capacidade de adaptação. O mundo mudou, as ameaças evoluíram e as exigências tornaram-se mais complexas. Ainda assim, o CI soube modernizar-sem investir na formação, na tecnologia e, acima de tudo, na proximidade com os cidadãos", completou Francisco Teles.
Segundo o Comandante da UEP, "em momentos de maior exigência, quando a ordem pública é colocada à prova, é o Corpo de Intervenção que responde com coragem, firmeza e respeito pelos valores do Estado de Direito democrático".
"Bem sei da valentia e permanente disponibilidade que cada homem do Corpo de Intervenção tem, para enfrentar qualquer desafio, estando sempre pronto para agir", completou.
Segundo Francisco Pedro Afonso Teles, "mais do que olhar para o passado, esta data convida-nos a projetar o futuro. Um futuro onde a segurança continua a ser construída com base na confiança, na transparência e no respeito pelos direitos de todos. Um futuro onde a polícia não é apenas uma força de autoridade, mas também um pilar de cidadania e proximidade".
"Que estes 50 anos sejam motivo de orgulho e inspiração para continuar a servir com excelência. E que as próximas décadas sejam ainda mais marcadas por coragem, integridade e dedicação", rematou.
Luís Miguel Ribeiro Carrilho, Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, lembrou na cerimónia que "ao longo destas cinco décadas, a unidade acompanhou a evolução da sociedade portuguesa, desempenhando um papel determinante na gestão de conflitos sociais, manifestações e grandes eventos, consolidando-se como uma das capacidades mais especializadas da Polícia de Segurança Pública".
O diretor nacional recordou ainda o último ano. "2025 ficou marcado por uma elevada intensidade operacional. O Corpo de Intervenção foi chamado a intervir em múltiplos cenários de grande complexidade, com forte empenhamento em eventos de massas, manifestações e situações de maior tensão. Esta realidade evidencia a crescente centralidade da ordem pública no quadro da segurança interna".
"Neste contexto, importa reforçar o papel do Corpo de Intervenção no quadro integrado da Unidade Especial de Polícia. A complementaridade entre subunidades e a capacidade conjunta de resposta constituem hoje uma das principais forças da UEP", disse.
Por outro lado, 2025 "deve igualmente ser entendido como uma fase de preparação para desafios futuros, nomeadamente no âmbito dos grandes eventos internacionais que Portugal acolherá. Tal exigirá investimento contínuo em treino, doutrina, interoperabilidade e modernização de meios".
"Mas o principal ativo do Corpo de Intervenção são os seus polícias. O elevado nível de exigência colocado diariamente aos profissionais do CI, a sua disponibilidade, resiliência e profissionalismo, constitui a base da eficácia operacional da unidade", assinalou o diretor nacional.
Relembrando que é importante "olhar para o futuro com ambição", acentuou que "o Corpo de Intervenção ainda não integra mulheres nas suas fileiras", mas que "esta é uma realidade que queremos transformar".
"A integração de mais mulheres na PSP, e particularmente em funções operacionais, constitui um objetivo estratégico desta Direção Nacional. A presença feminina reforça a capacidade operacional, melhora a interação com a sociedade e contribui para uma instituição mais moderna, mais representativa e mais eficaz", garantiu.
"Vivemos igualmente um período de transformação das ameaças. A evolução das formas de violência coletiva, a pressão operacional constante e a necessidade de adaptação permanente exigem uma preparação contínua. O Corpo de Intervenção tem demonstrado, ao longo da sua história, essa capacidade de evolução e continuará certamente a fazê-lo", disse ainda.
Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, dirigiu-se aos elementos do CI recordando o tema desta subunidade da PSP. "O lema que vos acompanha, A Fortiori, traduz bem o que o país espera de vós: que quando a exigência aumenta o Estado responda com mais capacidade, mais firmeza e mais legitimidade, mais disciplina quando a pressão aumenta, mais sangue frio quando o ambiente se torna hostil, mais discernimento quando a margem de erro diminui, mais responsabilidade quando o uso da força é inevitável. E essa responsabilidade muitas vezes materializa-se na vossa ação no terreno".
"O Corpo de Intervenção é, muitas vezes, a expressão primeira e mais visível da autoridade do Estado e, por isso, a autoridade de todos nós, nos momentos em que essa autoridade é posta e colocada à prova. É uma responsabilidade, porque a presença do Corpo de Intervenção, pela sua preparação, pela sua postura e pela sua disciplina, transmite algo de essencial à sociedade, que é a confiança", acentuou o MAI. "Confiança de que o Estado está e estará sempre presente no exercício do seu poder soberano. Confiança de que a ordem democrática será preservada. Confiança de que há capacidade para responder quando é necessário responder".
"Enquanto força de elite, que sois todos, aquilo que representa vai além da intervenção operacional. Representam autoridade, credibilidade e competência. Representam a capacidade do Estado de agir com firmeza, mas também com equilíbrio e legitimidade. Sei bem, também pela minha experiência de vida, que a natureza da vossa atuação nem sempre é compreendida. Sei que há quem confunda firmeza com agressividade. Não é uma opção, é uma necessidade. E o uso profissional, legal e indispensável da força para controlar, estabilizar, repor à normalidade e garantir a lei, é o que prevalece. É esta a regra da legitimidade. A legitimidade que a sociedade nos dá força, o uso para o uso da força", afirmou Luís Neves.
O ministro da Administração Interna aproveitou ainda para olhar para o futuro — e para as dificuldades do Corpo de Intervenção.
"Os desafios que enfrentamos hoje não são menores. São diferentes, mais complexos e, muitas vezes, muito mais imprevisíveis. Responder a esses desafios exige uma Polícia de Segurança Pública preparada, moderna e valorizada. E isso implica investir em meios, em equipamentos, em formação, em condições de trabalho, mas implica, sobretudo, valorizar as pessoas. As pessoas, que são sempre a base de qualquer organização e de qualquer instituição. As pessoas", notou.
"No início desta semana, visitei as vossas instalações no Porto. As condições, o estado de degradação e dificuldades que vi deixou-me profundamente amargurado e mesmo devastado. Disse-o perante todos os que me receberam, de uma forma muito franca e muito aberta e agradeço-os, que sou, como digo com frequência, somos todos os políticos, estamos todos de passagem", acentuou. "Aquilo que nos motiva é, no dia em que saímos, deixar algo de melhor do que aquilo que encontrámos. Estamos muito empenhados, totalmente empenhados, em dotar as Forças de Segurança das melhores condições para o exercício das suas funções, tornando-se cada vez mais modernas, mais preparadas e mais valorizadas".
"Se a Polícia de Segurança Pública tem problemas, isso é um problema de todos nós, do país. Somos um dos países mais seguros do mundo, como se costuma dizer, isso deve-se também, ou essencialmente, ao trabalho das nossas Forças de Segurança", rematou.
Luís Neves dirigiu-se diretamente aos polícias, lembrando novamente ser também um deles. "Fez segunda-feira um mês que tomei posse como Ministro da Administração Interna, sempre tendo consciência das dificuldades que iria encontrar. Sou polícia como vós. Sei como é exigente a vossa missão. Constrói-se todos os dias no terreno, sem os sacrifícios que fazem. Muitas vezes, quase sempre em silêncio. Sem reconhecimento imediato, sem visibilidade profissional ao vosso esforço".
"O país conta convosco. Conta convosco para garantir a ordem pública, quando essa ordem é colocada em causa. Conta convosco para estarem presentes quando é preciso afirmar a autoridade do Estado. E conta convosco também para reforçar a confiança dos cidadãos. Porque a confiança da vossa presença, a vossa postura, a vossa forma de agir, são em si mesmo um sinal de segurança e confiança. E é por isso que a vossa missão é tão essencial", concluiu.
Para terminar as celebrações, falou o capelão da PSP, que trouxe a mensagem do Papa Leão XIV e a bênção apostólica para todos os polícias e respetivas famílias. "Sua Santidade reconhece que, devido a situações particularmente delicadas, a missão desempenhada por esta unidade exige a cada um dos seus polícias uma doação suplementar e uma responsabilidade excecional", disse.
50 anos de história
Apesar da data redonda que agora se assinala, os primórdios do Corpo de Intervenção são anteriores. "Nos anos 30 do século XX, a forte contestação social em meios urbanos exigia novos métodos de ação policial e, neste sentido, em 1937 o tenente Silva Pais defende a criação de uma unidade especial, designada por Polícia de Choque da PSP, que estará na origem da 1.ª Companhia Móvel de Polícia", lê-se no site da PSP.
Posteriormente, "nos anos 40 e 50 do século XX, a PSP seria fortemente mecanizada sendo, nessa altura, dotada dos primeiros blindados de transporte de pessoal".
Contudo, "a história de unidades da PSP dedicadas à manutenção e/ou reposição da ordem pública data de 1960, com a criação da Companhia Móvel, para corresponder à necessidade urgente de mobilizar efetivos policiais para as ex-colónias portuguesas no ultramar, modelo que se manteve até 1974".
"Já nessa altura incorporava binómios cinotécnicos treinados para funções de ordem pública. O CI, como hoje o conhecemos, resulta da evolução histórica desse formato, tendo o primeiro curso de especialização decorrido em 1976", diz a PSP.
Com isto, "a PSP foi pioneira na criação de doutrina sobre a intervenção de manutenção e reposição da ordem pública, sendo seus os primeiros projetos de conversão do armamento em 'armamento de menor letalidade', de restrição do uso das armas de fogo e de aquisição e utilização de equipamentos de ordem pública de baixo risco, nomeadamente, os primeiros auto-canhões de água".
O que faz atualmente o Corpo de Intervenção?
Segundo a PSP, "o Corpo de Intervenção constitui uma subunidade altamente especializada da Unidade Especial de Polícia, vocacionada para a intervenção em situações de maior complexidade e risco".
Assim, entre as suas principais valências destacam-se "a manutenção e reposição da ordem pública, a intervenção em situações de violência coletiva e distúrbios, o reforço de segurança em eventos de grande dimensão, a atuação preventiva em cenários de risco elevado e o apoio a outras valências operacionais da PSP, sempre que necessário".
"Trata-se de uma força de elevada prontidão, com treino exigente e capacidade de resposta em todo o território nacional", refere esta força policial ao 24notícias.
Quanto a números, "o efetivo do Corpo de Intervenção é reservado, mas suportam as suas diferentes valências e forças destacadas, garantindo uma capacidade de resposta permanente e ajustada às necessidades operacionais".
Contudo, "desde a sua criação, em 1976, o Corpo de Intervenção tem registado uma evolução dinâmica do seu efetivo, acompanhando as necessidades operacionais e os diferentes contextos de segurança".
"Após fases de crescimento significativo, nomeadamente em períodos de maior exigência operacional (EURO 2004), verificou-se uma redução de efetivos na última década. Mais recentemente, têm vindo a ser concretizados reforços, com vista ao rejuvenescimento e à manutenção de elevados níveis de prontidão e eficácia operacional", é explicado.
Ao longo dos anos, "o Corpo de Intervenção tem sido chamado a intervir em diversos contextos de elevada exigência", como é o caso de "eventos desportivos de risco elevado, grandes eventos nacionais e internacionais, manifestações e concentrações de grande dimensão, situações de distúrbios ou violência urbana e ações preventivas no âmbito da segurança pública".
"A sua atuação pauta-se por princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade, sendo um garante da ordem pública e da segurança dos cidadãos", remata a PSP.
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