Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

A Dinamarca deu início, esta segunda-feira, ao novo modelo de serviço militar obrigatório, com cerca de 1.600 recrutas a começarem um período de incorporação de 11 meses, no âmbito da estratégia de reforço das capacidades de defesa do país.

Segundo a Reuters, esta alteração surge num contexto marcado pelas preocupações com a segurança no Ártico e pela guerra na Ucrânia, fatores que têm acelerado o investimento dinamarquês na área da defesa.

Em 2024, o Governo dinamarquês anunciou que o serviço militar obrigatório passaria, pela primeira vez, a abranger também as mulheres. Ao mesmo tempo, foi decidido aumentar a duração do serviço, que passa de quatro para 11 meses.

O plano prevê ainda um crescimento gradual do número de recrutas incorporados anualmente. Atualmente, a Dinamarca conta com cerca de 5.000 conscritos — pessoas chamadas pelo governo para integrar as forças armadas durante um período de obrigatoriedade nacional — por ano, número que deverá aumentar para 7.500 até 2033.

A Reuters refere ainda que a Dinamarca foi abalada pela exigência dos Estados Unidos de assumirem o controlo da Gronelândia e que, pela primeira vez, alguns conscritos foram destacados para aquele território.

Ainda este mês, uma companhia com mais de 100 militares deverá cumprir uma missão de um mês naquele território semiautónomo dinamarquês, assumindo tarefas operacionais até agora desempenhadas por militares profissionais.

Os recrutas terão agora cinco meses de formação básica, seguidos de seis meses de serviço operacional. As Forças Armadas dinamarquesas vão também criar novos percursos de conscrição, incluindo um pelotão de drones integrado no Comando de Operações Especiais.

O sistema de conscrição dinamarquês funciona através de um sorteio que abrange todos os jovens saudáveis ao completarem 18 anos. No entanto, durante muitos anos, o serviço militar tem sido assegurado quase exclusivamente por voluntários, sendo o sorteio utilizado apenas para preencher as vagas em falta.

Além da Dinamarca, também a Suécia, a Finlândia e a Noruega mantêm sistemas de serviço militar obrigatório, tal como os países bálticos Estónia, Letónia e Lituânia.

___

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.