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O bloco Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai) vai assinar o acordo comercial com a União Europeia, há muito adiado, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Argentina esta sexta-feira.
"Após mais de 30 anos de negociações, assinaremos em 17 de janeiro, no Paraguai, um acordo histórico e ambicioso entre os dois blocos", disse Pablo Quirno, em comunicado.
Segundo a Reuters, os Estados-membros da União Europeia confirmaram hoje que uma ampla maioria apoia um acordo de comércio livre com o bloco sul-americano Mercosul.
Que acordo é este?
O acordo vai poder criar uma das maiores zonas de comércio livre do mundo, abrangendo cerca de 780 milhões de pessoas, do Uruguai à Roménia, e um quarto do produto interno bruto global, segundo a Associated Press.
Também proporciona a Bruxelas uma vitória diplomática num momento de turbulência económica, oferecendo um contraponto marcante à diplomacia de Washington e aos controlos coercivos das exportações de Pequim.
Na sequência das guerras tarifárias de Trump, Bruxelas procurou reduzir a sua dependência do mercado dos EUA com acordos comerciais firmados em todo o mundo. A UE celebrou acordos com o Japão e a Indonésia e está a trabalhar num acordo com a Índia.
Porém, apesar de negociado durante anos, o pacto continua a gerar reservas entre alguns Estados-membros. De recordar que agricultores têm bloqueado estradas durante semanas, queixando-se do atraso nos subsídios e dos elevados custos de produção que ameaçam a sustentabilidade do setor.
Para conquistar os céticos em relação ao acordo, a Comissão Europeia implementou salvaguardas que podem suspender as importações de produtos agrícolas sensíveis. Além disso, reforçou os controlos de importação, principalmente no que diz respeito aos resíduos de pesticidas, criou um fundo de crise, acelerou o apoio aos agricultores e prometeu reduzir as taxas de importação de fertilizantes.
Com isto, as concessões foram suficientes para persuadir Itália a mudar de posição, mas a França e a Polónia permaneceram com uma posição contrária.
De notar que o acordo ainda precisa de ratificação formal pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros da UE antes de entrar em vigor.
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