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O passageiro infetado viajou num avião com 12 tripulantes portugueses durante uma operação de repatriamento de cidadãos canadianos provenientes de Tenerife, a 10 de maio. O caso só viria a ser confirmado posteriormente pelo Canadá, após o passageiro ter desenvolvido sintomas quatro dias depois da viagem.
A DGS destaca que, à data do voo, o indivíduo não se encontrava no período de transmissibilidade definido pelas orientações científicas, o que reduz significativamente qualquer possibilidade de contágio durante a deslocação aérea.
Durante a operação, foram aplicadas medidas de proteção, incluindo o uso de máscaras FFP2/N95 pelos passageiros e máscaras cirúrgicas e luvas pela tripulação. A aeronave foi igualmente submetida a um processo de descontaminação no final da viagem.
As autoridades de saúde reforçam ainda que a transmissão pessoa-a-pessoa do hantavírus é considerada rara e ocorre sobretudo em situações de contacto prolongado e exposição a fluidos corporais, o que não se verificou neste caso.
O caso integra um surto associado ao cruzeiro Hondius, que já provocou vários contágios e mortes, com a Organização Mundial da Saúde a classificar o risco global como moderado para contactos diretos e baixo para a população em geral. A taxa de letalidade atualmente estimada ronda os 27%, segundo dados da OMS.
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