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O relatório da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP, divulgado por ocasião da semana da igualdade e do Dia Internacional da Mulher, indica que a força de trabalho feminina totalizava 2.043.911 mulheres, das quais 58,7% recebia até 1.000 euros brutos mensais. “411 mil auferiam apenas o salário mínimo nacional, no valor de 870 euros, representando 20,5% do total, ou seja, uma em cada cinco trabalhadoras”, acrescenta a central sindical, citada pela Lusa, no Expresso.
A análise revela também que a percentagem de homens com remuneração até 1.000 euros era menor (53,5% de 2.402.412 trabalhadores), enquanto 80% das mulheres recebiam no máximo 1.500 euros brutos por mês. O rendimento médio líquido feminino situava-se nos 1.214 euros, valor 14,4% inferior ao dos homens (1.419 euros).
O estudo sublinha que a desigualdade salarial é mais evidente entre trabalhadoras com vínculos precários, que recebem, em média, 20% a 33% menos do que colegas com contratos permanentes. Mesmo entre trabalhadores qualificados, a diferença mantém-se: os quadros superiores femininos ganham em média 25,4% menos que os homens, e nos quadros médios a diferença é de 15,6%. Apenas entre os trabalhadores não qualificados o diferencial é reduzido (3,8%), devido ao salário mínimo.
A CGTP alerta ainda para a generalização de baixos salários em Portugal, que dificultam às trabalhadoras e às suas famílias fazer face às despesas essenciais, incluindo habitação e bens de primeira necessidade. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 140 mil mulheres tinham uma segunda atividade profissional, representando 5,4% do total do emprego feminino, e uma em cada dez trabalhadoras é considerada pobre, número que a CGTP estima ser o dobro sem transferências sociais.
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