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Durante a missão, a Orion percorreu mais de 1,1 milhões de quilómetros e atingiu uma distância máxima de cerca de 252 mil milhas da Terra, um novo recorde para humanos no espaço, ultrapassando o da missão Apollo 13. Ao longo da viagem, a tripulação realizou uma passagem lunar sem aterragem, testando sistemas fundamentais para futuras missões, incluindo suporte de vida, comunicações, deteção de radiação e novos fatos espaciais, essenciais para o programa Artemis.

 Os astronautas descreveram a Terra vista do espaço como azul e impressionantemente bela, sublinhando a fragilidade do planeta. Christina Koch relatou uma experiência particularmente emotiva ao observar a Lua de perto, enquanto a tripulação viveu também episódios mais leves, como a procura de comida escondida na cápsula durante a Páscoa e a presença de um pequeno mascote chamado “Rise”. Houve ainda um momento emocional quando propuseram atribuir o nome de uma cratera lunar à mulher do comandante que tinha morrido durante a preparação da missão.

Apesar do sucesso geral, a missão enfrentou alguns problemas técnicos, nomeadamente falhas recorrentes na casa de banho da cápsula, que obrigaram a reparações improvisadas em órbita. O regresso à Terra foi uma das fases mais críticas, com a cápsula a entrar na atmosfera a velocidades superiores a 40 mil km/h e a suportar temperaturas extremas, protegida por um escudo térmico melhorado após testes da missão Artemis I. A desaceleração foi feita com 11 paraquedas até à amaragem final.

Após a aterragem, a tripulação foi recolhida por equipas da Marinha dos Estados Unidos e transportada para exames médicos antes de seguir para Houston. Para a NASA, esta missão representa uma prova de que é possível regressar à exploração humana do espaço profundo com segurança e precisão, abrindo caminho para a Artemis III, prevista para 2028, que deverá marcar o regresso de astronautas à superfície lunar e o início de uma presença mais duradoura na Lua.

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