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Numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no âmbito de um requerimento do PS sobre as intempéries associadas às depressões Kristin e Leonardo, Ana Cristina Tapadinhas esclareceu que os pedidos de informação dos associados da Deco relacionavam-se com a extensão das coberturas, franquias e limites indemnizatórios das apólices de seguro.
Já as reclamações diziam respeito à morosidade nas peritagens e na entrega dos relatórios de peritagem, assim como ao cálculo das indemnizações e aos pagamentos.
"O próprio fundo deveria ter um mecanismo para apoiar os consumidores mais vulneráveis, que não pudessem pagar", disse ainda.
Em 6 de fevereiro, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) anunciou que os líderes das empresas seguradoras que operam em Portugal entregaram uma declaração conjunta apelando ao poder político para que a criação de um mecanismo para responder a catástrofes naturais "seja assumida como uma prioridade estratégica de interesse público".
Em causa, estavam declarações do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que em entrevista ao Público e à Renascença manifestou a vontade do Governo de criar um fundo de catástrofes já este ano, em conjunto com o regulador dos seguros.
Segundo o ministro, o fundo "será capitalizado com o seguro dos imóveis e dos equipamentos e depois com o resseguro".
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
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