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Em Davos, no Fórum Economico Mundial, a formalização do "Conselho da Paz" para Gaza deu-se através de uma cerimónia de assinatura que contou com a presença de vários líderes internacionais, que aderiram à nova estrutura. Entre os primeiros signatários estiveram o Sheik Isa do Bahrain e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Marrocos, Nasser Bourita.

No final do processo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou oficialmente a entrada em vigor da carta fundadora do organismo. “Parabéns, presidente Trump. A carta está agora plenamente em vigor e o ‘Conselho da Paz’ é uma organização internacional oficial”, declarou.

Donald Trump assinou de seguida a primeira resolução do novo organismo, que estabelece um mandato específico para Gaza, em conformidade com a resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, elogiou a iniciativa, afirmando que Trump teve “a visão e a coragem de sonhar o impossível” perante um conflito que muitos consideravam intratável. Marco Rubio criticou ainda instituições internacionais com mais de 70 anos, dizendo que se mostraram incapazes de responder eficazmente à situação em Gaza, declarações que poderão reforçar receios de que o novo organismo venha a substituir estruturas internacionais existentes.

Segundo Marco Rubio, o “Conselho da Paz” marca “uma nova era” e poderá servir de modelo para o resto do mundo. “A visão para o futuro de Gaza é o nosso destino, se estivermos dispostos a investir o tempo e o esforço necessários”, concluiu.

A cerimónia incluiu ainda a apresentação de planos para o desenvolvimento de Gaza por Jared Kushner, genro de Donald Trump. Jared Kushner detalhou as diferentes fases do projeto, que, segundo afirmou, visam alcançar “cem por cento de empregabilidade e oportunidades para todos”.

Durante a intervenção, foi exibido um mapa da região com uma proposta de requalificação designada “Nova Gaza”, que prevê a construção de empreendimentos de luxo e uma forte aposta no turismo costeiro.

Donald Trump encerrou a apresentação sublinhando o potencial imobiliário de Gaza. “Olhem para esta localização junto ao mar, olhem para este belo pedaço de propriedade”, afirmou, acrescentando que as populações que hoje vivem em condições de pobreza poderão, no futuro, alcançar um nível de vida muito mais elevado.

Na conclusão, Trump garantiu que o “Conselho da Paz” terá um papel determinante e “não será uma perda de tempo”.

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