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Há menos de um ano, Sines reforçou a sua posição no mapa europeu da inteligência artificial (IA) com a instalação de mais de 12.600 chips Nvidia Blackwell Ultra, os mais avançados da altura, para servir os clientes europeus da Microsoft. Agora, a empresa britânica de infraestrutura de IA Nscale anuncia que vai instalar mais de 66 mil GPUs Nvidia Rubin no mesmo local, a partir do final de 2027. São os chips que vêm a seguir aos famosos Blackwell, ainda mais recentes, ainda mais capazes.
O anúncio foi feito esta semana e representa uma expansão da parceria entre a Nscale, a Microsoft e a Start Campus, a empresa que opera o Sines Data Campus. O investimento adicional da Nscale chega a 695 milhões de euros: 230 milhões em infraestrutura partilhada e 465 milhões num segundo edifício de 200 MW, que se vai juntar ao que já existe no campus de Sines.
O que são estas GPUs e para que servem?
Uma GPU, unidade de processamento gráfico, é o tipo de chip que está por trás do treino e do funcionamento dos modelos de IA, como o ChatGPT ou o Copilot da Microsoft. Os Nvidia Rubin NVL72 são a geração que sucede aos Blackwell e estão desenhados para lidar com as cargas de trabalho mais exigentes em termos de computação. Quanto mais chips, mais capacidade de processar dados, treinar modelos e responder a pedidos em simultâneo.
Porquê Sines?
A Start Campus tem licenciamento para chegar a 1,2 GW de capacidade total, funciona a 100% com energia renovável e usa água do mar para arrefecimento, o que elimina o consumo de água doce. Fica também numa posição geográfica favorável, pois Sines fica numa costa com acesso a cabos submarinos que ligam a Europa às Américas e a África, por exemplo. A Nscale já tem operações para a Microsoft na Noruega, no Reino Unido e nos EUA, mas Sines tem vindo a ganhar força como ponto de presença europeu.
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