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A história dos Óscares é feita de momentos que ultrapassam o cinema e entram na memória coletiva. Um dos primeiros marcos aconteceu em 1940, quando Hattie McDaniel se tornou a primeira artista negra a vencer um Óscar de interpretação. A atriz recebeu o prémio de Melhor Atriz Secundária pelo papel de Mammy no filme Gone with the Wind. Na altura, os vencedores nas categorias de interpretação secundária recebiam uma placa em vez da tradicional estatueta.
Mais de duas décadas depois, em 1961, Rita Moreno fez história ao tornar-se a primeira atriz latina a ganhar um Óscar. A distinção foi atribuída pelo papel em West Side Story. Rita Moreno, mais tarde, conquistou também dois prémios Emmy, um Grammy e um Tony, passando a integrar o restrito grupo de artistas com estatuto EGOT, aqueles que venceram os quatro grandes prémios da indústria do entretenimento.
Entre os momentos mais invulgares da cerimónia está o empate registado em 1969. Nesse ano, Barbra Streisand e Katharine Hepburn receberam exatamente o mesmo número de votos (3.030) e partilharam o Óscar de Melhor Atriz. Foi o primeiro empate exato numa categoria principal. Já em 1932, o prémio de Melhor Ator tinha sido dividido entre Fredric March e Wallace Beery, embora Wallace Beery tivesse recebido menos um voto, situação que, de acordo com as regras da Academia na época, resultou igualmente num empate.
A cerimónia de 1973 ficou marcada por um gesto político. Marlon Brando venceu o Óscar de Melhor Ator pelo filme The Godfather, onde interpreta o patriarca Don Corleone, mas recusou receber o prémio. No seu lugar, subiu ao palco a atriz e ativista indígena Sacheen Littlefeather, que rejeitou o prémio em protesto contra a forma como os povos nativos americanos eram retratados pela indústria do cinema e da televisão.
No ano seguinte, outro recorde foi estabelecido. Em 1974, Tatum O’Neal tornou-se a mais jovem vencedora de um Óscar até hoje. Tinha apenas 10 anos quando conquistou a estatueta de Melhor Atriz Secundária pelo papel em Paper Moon, onde contracenou com o pai, Ryan O’Neal.
Entre as vitórias marcantes está também a de Heath Ledger, que recebeu postumamente o Óscar de Melhor Ator Secundário em 2009 pelo papel do Joker em The Dark Knight. O ator australiano morreu aos 28 anos, vítima de uma overdose acidental de medicamentos prescritos, e o prémio foi recebido pela família.
Décadas mais tarde, a cerimónia voltou a gerar um momento marcante nas redes sociais. Durante a gala de 2014, a apresentadora Ellen DeGeneres reuniu várias estrelas para uma selfie coletiva que rapidamente se tornou viral. A fotografia, tirada por Bradley Cooper, incluiu nomes como Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Julia Roberts, Brad Pitt, Angelina Jolie e Lupita Nyong’o.
A história recente da Academia também inclui gafes. Em 2017, um erro na entrega do envelope levou os apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway a anunciar La La Land como vencedor de Melhor Filme. Pouco depois percebeu-se que tinham recebido o envelope errado: o verdadeiro vencedor era Moonlight, anúncio corrigido em palco pelo produtor Jordan Horowitz.
A Academia voltou a fazer história ao premiar Parasite, de Bong Joon Ho, como Melhor Filme, em 2020. Foi a primeira vez que um filme falado predominantemente numa língua não inglesa venceu a categoria principal. A obra sul-coreana conquistou ainda os prémios de Melhor Realização, Melhor Argumento Original e Melhor Filme Internacional, tornando-se um dos maiores triunfos da história recente da cerimónia.
Em 2022, durante a cerimónia, o ator Will Smith subiu ao palco e deu uma bofetada ao comediante Chris Rock, depois de este ter feito uma piada sobre a sua mulher, Jada Pinkett Smith. Apesar do incidente, Will Smith viria a ganhar nessa mesma noite o Óscar de Melhor Ator. Mais tarde pediu desculpa à Academia e foi suspenso da cerimónia durante 10 anos.
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