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A medida pretende acelerar a resposta em situações graves e otimizar a utilização de ambulâncias e viaturas médicas, mas sindicatos e bombeiros alertam que os tempos definidos podem deixar utentes à espera mesmo quando há meios disponíveis.

Esta terça-feira um doente morreu depois de três horas à espera de uma ambulância e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) admitiu que o novo sistema de triagem, que entrou em vigou na última sexta-feira, possa ter contribuído para o desfecho fatal.

O novo sistema de atendimento das chamadas no CODU (Centro Operacional de Doentes Urgentes), implementado pelo INEM, funciona assim:

Classificação por prioridades

As chamadas são avaliadas clinicamente pelos profissionais do CODU com base nas informações fornecidas pelo utente ou testemunhas. Cada ocorrência recebe um nível de prioridade, que define o tempo máximo de chegada de meios de socorro:

  • Emergente – Situação de risco de vida iminente. A resposta é imediata, com envio de meios de suporte básico ou avançado de vida;
  • Muito urgente – Situações graves com risco de deterioração rápida. O primeiro meio deve chegar ao local em até 18 minutos;
  • Urgente – Casos com risco de agravamento clínico. Tempo de chegada previsto: até 60 minutos;
  • Pouco urgente – Situações sem risco imediato de vida, mas que necessitam de assistência. Chegada de meios em até 120 minutos;
  • Não urgente – Casos sem risco de vida nem agravamento esperado. Podem ser tratados com encaminhamento ou orientações telefónicas.

No final da chamada, o cidadão passa a ser informado sobre a prioridade atribuída, o tempo de resposta estimado e o encaminhamento definido, numa aposta clara na transparência e na gestão das expectativas de quem recorre ao 112. Será também solicitado que, caso a vítima apresente uma alteração dos sinais relatados ou o aparecimento de um novo sintoma, que volte a ligar 112.

Como funciona na prática?

  • Os profissionais do CODU avaliam a gravidade da situação durante a chamada;
  • O sistema determina automaticamente a prioridade e associa o tempo máximo de resposta correspondente;
  • Os meios de socorro (ambulâncias da Cruz Vermelha, bombeiros ou viaturas médicas) são acionados conforme disponibilidade e prioridade;
  • O objetivo é otimizar recursos e garantir que os casos mais graves recebem resposta mais rápida.

Críticas e problemas identificados

  • Em algumas situações, mesmo com ambulâncias disponíveis, os doentes podem esperar o tempo máximo da prioridade, causando atrasos em situações críticas;
  • O sindicato STEPH e bombeiros têm denunciado excedentes de tempo de espera desde a implementação do sistema;
  • O sistema prevê tempos rígidos, mas nem sempre consegue adaptar-se a picos de chamadas ou falta de meios imediatos.

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