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Segundo o Banco de Portugal, antes de contrair um empréstimo, o consumidor deve questionar se precisa efetivamente de recorrer ao crédito e se o rendimento disponível é suficiente para suportar as prestações. Trata-se de um compromisso que pode prolongar-se por vários anos e cuja sustentabilidade pode ser afetada por fatores como o aumento do custo de vida ou, no caso de contratos com taxa variável, pela subida dos encargos associados ao próprio crédito.
Diferentes tipos de crédito com custos distintos
Existem várias modalidades de crédito aos consumidores, cada uma com finalidades e custos próprios. O crédito pessoal permite financiar despesas diversas, como educação, saúde, obras ou aquisição de bens, com montante, prazo e condições definidos à partida.
Já o crédito automóvel destina-se especificamente à compra de veículos e inclui diferentes soluções. A locação financeira (leasing) permite a utilização do carro mediante pagamento mensal, com possibilidade de compra no final do contrato. No aluguer de longa duração (ALD), o cliente paga uma renda mensal, ficando obrigado a adquirir o veículo no final. Há ainda modalidades com e sem reserva de propriedade, que determinam as garantias do banco em caso de incumprimento.
Por outro lado, o crédito revolving, como cartões de crédito, descobertos bancários ou linhas de crédito, funciona com um limite máximo reutilizável. Apesar da flexibilidade, tende a apresentar custos mais elevados do que outras formas de financiamento.
Importa ainda distinguir o renting (aluguer operacional de viaturas), que não é considerado crédito, mas sim um serviço de aluguer com encargos mensais que incluem, por exemplo, manutenção, seguros e impostos.
Taxas máximas e importância da TAEG
No crédito aos consumidores existem limites máximos para os encargos cobrados pelas instituições financeiras. A taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) não pode ultrapassar os valores definidos trimestralmente.
A TAEG representa o custo total do crédito em percentagem anual, incluindo juros, comissões, impostos e outros encargos. Já o montante total imputado ao consumidor (MTIC) corresponde ao valor total que será pago ao longo do empréstimo.
Comparar propostas é essencial
A análise comparativa de propostas é um passo fundamental, recorda ainda o Banco de Portugal. Os consumidores devem ler atentamente a ficha de informação normalizada (FIN), que resume as condições essenciais de cada crédito, e esclarecer todas as dúvidas antes de avançar.
Em propostas com o mesmo montante e prazo, a opção com TAEG e MTIC mais baixos será, em regra, a mais económica. Assim, uma escolha informada pode traduzir-se numa poupança significativa ao longo da vida do empréstimo.
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