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Segundo uma sondagem da KFF, publicada na CNN, a maioria dos adultos nos EUA não planeia receber a vacina este outono. E entre os que planeiam vacinar-se, muitos estão preocupados com a possibilidade de a vacina não estar disponível ou de não ser coberta pelo seguro de saúde.

O aumento atual de casos é mais tardio e menos intenso do que o habitual nos verões anteriores, embora os dados de vigilância mostrem concentrações mais elevadas em algumas regiões. Ainda é cedo para prever a dimensão ou duração da vaga.

Especialistas como a epidemiologista Jennifer Nuzzo alertam que a maior preocupação é garantir que as vacinas estejam disponíveis a tempo, sobretudo para pessoas em grupos de risco. A incerteza quanto ao lançamento das vacinas atualizadas e a quem terá acesso preocupa a comunidade médica.

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Nos últimos meses, o Secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., anunciou que a vacina contra a Covid-19 deixará de ser recomendada para crianças saudáveis e grávidas, substituiu o painel federal de aconselhamento sobre vacinas e prometeu rever o calendário nacional de vacinação infantil.

Muitos americanos não têm certeza sobre o que mudou exatamente. Cerca de 40% dizem não saber o suficiente para opinar, e apenas um quarto reconhece que foram feitas mudanças “importantes”.

Metade dos pais afirma não saber se as autoridades de saúde ainda recomendam a vacinação de crianças saudáveis. O CDC (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças) optou por não fazer uma recomendação formal nesse sentido, deixando a decisão para os pais e os médicos.

A maioria dos adultos continua a confiar nos seus médicos para obter informações sobre vacinas, embora a confiança nas autoridades de saúde pública, como o CDC e os departamentos de saúde locais, tenha vindo a diminuir. Apenas 37% dos adultos dizem confiar em Kennedy para fornecer informações sobre vacinas.

Mais de um terço dos inquiridos acredita que as alterações recentes tornam as pessoas menos seguras, enquanto apenas 1 em cada 5 acha que aumentam a segurança.

A epidemiologista Caitlin Rivers recomenda que quem quiser tomar a vacina anual o faça o quanto antes, mesmo que a nova versão só esteja disponível mais perto do outono. Isso pode ajudar a proteger contra a vaga atual e evitar eventuais dificuldades de acesso no futuro.