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Numa publicação no X, declarou: “Após reflexão cuidada e após consultar a minha família, estou a retirar a minha candidatura deste escrutínio presidencial. Não foi uma decisão fácil, mas é a correta neste momento.”
Embora o cargo de presidente da Irlanda tenha sobretudo um carácter simbólico, McGregor vinha a prometer medidas fortes, como a redução da imigração para proteger a “cultura irlandesa” e devolver “o poder ao povo”.
Tentava ainda usar a sua popularidade nas redes sociais, com cerca de 10,7 milhões de seguidores no X, e o apoio explícito de figuras como Elon Musk, e o respaldo tácito de Donald Trump, para conseguir cumprir os requisitos formais de acesso à presidência: um candidato precisa da nomeação de 20 deputados ou de quatro câmaras municipais.
McGregor afirmou que o sistema está “viciado” a favor de candidatos ligados aos partidos tradicionais. Apesar de ter planeado deslocações para várias autarquias para procurar apoios, analistas já consideravam improvável que conseguisse reunir as nomeações necessárias.
Também aproveitou a sua desistência para sublinhar aquilo que entende ser uma falha constitucional nas regras de elegibilidade, afirmando que a sua candidatura demostra “um défice democrático contra a vontade dos irlandeses”.
No panorama político, a sua figura manteve-se controversa: por um lado, tinha poucos votos nas sondagens, uma delas atribuía-lhe 7%, e quase nenhuma aceitação entre deputados ou autarquias; por outro, manteve a narrativa de que o seu movimento mobilizou pessoas que se opõem ao “establishment” (sistema) e aos media convencionais.
McGregor, de 37 anos, vinha ainda de uma derrota legal: em julho, o tribunal confirmou uma sentença que o obriga a pagar indemnização a uma mulher que o acusou de violação.
Candidatos confirmados e sondagens
Até ao momento, há três candidatos confirmados para a eleição de 24 de outubro: Heather Humphreys, antiga ministra, candidata pelo Fine Gael; Jim Gavin, ex‑treinador da equipa gaélica de Dublin, que concorre pelo Fianna Fáil; Catherine Connolly, deputada independente apoiada por partidos de esquerda como os Socialistas Democráticos, o Labour e o People Before Profit.
Sinn Féin ainda não decidiu se apresentará candidato ou se apoiará Connolly.
Uma sondagem recente mostra Humphreys na liderança com 22%, seguida por Gavin com 18%, e Connolly com 17%.
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