Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
A operação, batizada de Epic Fury, começou no sábado com ataques aéreos coordenados que visaram instalações militares e nucleares iranianas, bem como líderes do regime, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, morto na primeira vaga de bombardeamentos. Segundo o Pentágono, mais de 1250 alvos foram atingidos, incluindo 11 navios iranianos, com utilização de mais de 20 sistemas de armamento diferentes, entre aviões furtivos, drones, mísseis de cruzeiro e sistemas de defesa antiaérea.
Especialistas destacam que, embora o orçamento de defesa dos EUA seja suficiente para cobrir os custos iniciais, o desafio maior reside na manutenção do inventário de armas. Christopher Preble, do Stimson Center, alertou que o "alto ritmo de interceptações de mísseis e ataques não pode ser sustentado por muito tempo sem afetar estoques críticos de interceptores e outros sistemas sofisticados".
Segundo estimativas preliminares, os EUA podem ter gasto cerca de 1,4 mil milhões de dólares nos preparativos e nas primeiras 24 horas de operação. O reabastecimento e reposição de equipamentos altamente complexos, como mísseis Patriot e SM-6, é lento e tecnicamente exigente, o que limita a capacidade de prolongar a ofensiva.
Além dos custos diretos, a operação envolve grupos de ataque de porta-aviões, bombardeiros furtivos B-2 e B-1, caças F-35 e F-22, sistemas de artilharia de longo alcance e logística aérea complexa. A coordenação destas forças, segundo analistas, é "um teste de resistência e planeamento estratégico sem precedentes para os EUA" na região. Segundo o Center for New American Security, operar um grupo de ataque de porta-aviões custa aproximadamente 6,5 milhões de dólares por dia.
Christopher Preble, investigador sénior no Stimson Center, explicou à Al Jazeera que "o Pentágono não publicou o custo total, então só podemos especular… Mas há muitas peças móveis, e podemos estimar o custo das armas individuais e das operações navais".
"O que preocupa mais é o inventário real de armas, especialmente interceptores, como os mísseis Patriot ou SM-6, usados para interceptar mísseis balísticos. O ritmo atual de operações não pode continuar indefinidamente", diz, acrescentando que durante um conflito anterior de 12 dias contra o Irão, em junho passado, já havia especulações sobre a escassez de interceptores, que continuam a ser necessários noutros teatros, incluindo a Ucrânia e o Indo-Pacífico.
Além deste tipo de preocupações, Preble alerta também para a produção. "Um míssil Patriot ou SM-6 é um equipamento muito complexo. Não é como se os fabricassem centenas ou milhares por dia. Este não é o ritmo de produção necessário para reposição imediata", refere.
___
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários