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À saída do encontro, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, afirmou que “ainda não houve acordo”, adiantando que será convocado um Secretariado Nacional extraordinário para a próxima quinta-feira, onde a central sindical irá fixar uma posição final.
Apesar da falta de consenso do lado sindical, as confederações patronais deram luz verde ao documento em discussão. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, reconheceu que o texto não corresponde integralmente às expectativas dos empresários, mas considerou-o um compromisso possível. “Não sendo a versão que gostaríamos que fosse, é aquela que foi possível consensualizar”, afirmou, acrescentando que, do ponto de vista patronal, “o processo terminou hoje”.
Também o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, defendeu que a atual versão deve seguir para o Parlamento, sublinhando que o resultado final reflete cedências de ambas as partes. “O que queríamos era o anteprojeto, mas nestes processos tem de haver cedências de um lado para o outro e esta é a aproximação possível”, afirmou.
Francisco Calheiros acrescentou ainda que as confederações patronais aguardam agora a decisão da UGT, que será tomada após a reunião extraordinária marcada para a próxima semana.
Já a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, explicou que a reunião serviu para “fazer pequenas afinações” na versão final do projeto. Segundo a governante, as confederações manifestaram concordância com o documento, enquanto a UGT se comprometeu a levá-lo à apreciação interna “nos próximos dias”.
Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu ainda que é tempo de “aguardar serenamente” pela posição final da central sindical, sublinhando que essa decisão será determinante para o desfecho da fase negocial. “O Governo continua a considerar que, mesmo nesta versão, este é um anteprojeto muito bom para as empresas, mas também para os trabalhadores”, concluiu.
Revela ainda que no caso de a UGT não dar luz verde ao pacote laboral após o Secretariado Nacional, a versão que seguirá para o Parlamento “será uma coisa a meio entre o anteprojeto do verão e o que foi alcançado hoje”.
*Notícia atualizada às 19h00 com relatos da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho
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