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Mário Mourão, secretário-geral da UGT, começa por "saudar o progresso nas conversações, afirmando que foi entregue mais uma versão daquilo que é anteprojeto" explicando que "alguns pontos tem consenso que resultaram das várias reuniões bilaterais". "Nós agora vamos apreciar esta proposta", prossegue Mário Mourão.

O secretário-geral adicionou que a reunião "serviu para esclarecer algumas declarações que foram feitas ao longo deste tempo" esclarecendo que a "percepção que a UGT tinha era de que os empresários tinham abandonado as negociações" e por "aquilo que ouviram hoje parece que não é bem assim".

"Vamos aguardar. A UGT, mais uma vez, manifestou-se disponível para o diálogo e para a negociação", mas não "para qualquer diálogo ou negociação". Continuando "abertos a fazer pontes" para "ver se é ou não possível assumir compromissos" dependendo também dos outros parceiros.

Em resposta aos jornalistas, Mário Mourão afirma que “ainda estamos longe desse acordo (pacote laboral), há matérias que não vimos ali. Vamos ter que fazer essa avaliação profunda e analisar a versão que nos foi entregue hoje”, admite o dirigente sindical.

O líder da UGT especifica que a “jornada contínua, a duração dos contratos a termo, do banco de horas e do outsourcing são matérias em que ainda não há aproximação”.

“Na próxima semana haverá condições para se tomar uma decisão definitiva se for essa a vontade do Governo”, garante Mário Mourão.

Mas “não qualquer diálogo nem qualquer negociação”, assegura, dizendo que vai enviar a proposta ao Secretariado Nacional que pode ser convocado com a antecedência de “dois a três dias”.

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