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A iniciativa encerrou uma “semana de ações” promovida pelo Climáximo e pela Greve Climática Estudantil, marcada por protestos e ações de sensibilização em torno da crise climática, da justiça social e da oposição aos combustíveis fósseis.
Durante a tarde, várias dezenas de estudantes marcharam a partir das escolas António Arroio, Liceu Camões e Vergílio Ferreira por diversas avenidas da cidade de Lisboa, em direção ao Campo Pequeno. Ao longo do percurso, os manifestantes ocuparam a Avenida Almirante Reis durante cerca de meia hora e a rotunda do Areeiro por mais de uma hora, onde se realizaram discursos, jogos e palavras de ordem como “Livro-me de armas, armo-me de livros” e “fim ao fóssil até 2030”.
A concentração final incluiu concertos, uma assembleia popular e intervenções políticas. Foi também assinalada a Nakba palestiniana, descrita pelos participantes como uma “catástrofe para a Humanidade que continua até hoje”.
Segundo Sara Gaspar, porta-voz do Climáximo, “as notícias não dão tréguas e os ataques às nossas vidas diárias não param”, apontando para as guerras associadas a interesses petrolíferos, o conflito na Palestina, o aumento do custo de vida e a crise climática. “Os governos, as empresas petrolíferas e de armamento somam lucros; as pessoas comuns sofrem os impactos. É hora de transformar a raiva e a frustração em luta e ação conjunta”, afirmou.
Também José Borges, porta-voz da Greve Climática Estudantil e estudante do Liceu Camões, defendeu a necessidade de “acabar com os combustíveis fósseis até 2030” e rejeitou que os jovens sejam “carne para canhão em guerras que defendem apenas os interesses das elites”. “Queremos um futuro e vamos lutar por ele”, sublinhou.
Como próximos passos, o movimento anunciou a participação em ações de justiça climática noutros países europeus, uma reunião introdutória na próxima segunda-feira, uma formação sobre fim aos combustíveis fósseis no final de maio e um acampamento estudantil em setembro. Os organizadores alertaram ainda para um verão de “eventos extremos”, comprometendo-se a responder com ações rápidas e solidárias a possíveis ondas de calor e incêndios.
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